O vencedor, anunciado oficialmente em 30 de maio deste ano, recebe o prémio pelo conjunto de sua obra, que inclui livros de poesia como ‘O tecelão’, ‘Consoada’ e ‘Ao lado de Vera’, com o qual também venceu, em 1998, o prémio Jabuti, principal galardão da literatura brasileira.
Já pelo lado ensaísta e historiador, Alberto da Costa e Silva é tido ainda como um grande conhecedor da cultura africana, tendo escrito diversos livros sobre o continente, entre eles ‘A África antes dos Portugueses’, ‘As relações entre o Brasil e a África Negra’ e ‘Um Rio Chamado Atlântico’.
Nascido em São Paulo, filho do também poeta Antônio Francisco da Costa e Silva, o vencedor do prémio Camões entrou em 1957 para o serviço diplomático brasileiro, tendo representado o Brasil nas embaixadas de Portugal, Madrid, Roma e Lagos, na Nigéria.
Alberto da Costa e Silva conta ainda no seu currículo com a participação, como membro do Comité Científico, no Programa Rota do Escravo, da Unesco, que ajudou a mapear os pontos do tráfico negreiro.
Costa e Silva é membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História e da Real Academia de História, da Espanha.
Lançado em 1988, o Prémio Camões é maior galardão em literatura de língua portuguesa, já tendo rendido homenagens a autores como o moçambicano Mia Couto (2013), o brasileiro Dalton Trevisan (2012) e o português António Pina (2011).
A entrega oficial do prémio este ano ocorrerá no auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, edifício histórico localizado no centro do Rio de Janeiro, e contará com a presença também da ministra da Cultura brasileira, Marta Suplicy.
Na cerimónia, Marta Suplicy deverá anunciar os vencedores do edital de financiamento para produções audiovisuais destinado a países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), lançado este ano.