"Estive envolvido em muitos desses processos e sei que há pessoas a comprar prémios para diretores-gerais. Eu fi-lo aqui e em Espanha", afirmou uma fonte ligada ao mundo dos negócios há mais de três décadas à Renascença.
A polémica tem poucos dias e surgiu após uma tirada do ministro da Economia Pires de Lima, aparentemente dirigida a Zeinal Bava, ex-líder da Portugal Telecom e Oi. “[Há gestores da PT] especialistas na compra de prémios internacionais [e] apresentados como falsos gurus”, explicou o responsável pela pasta da Economia.
O processo é mais simples do que se pode pensar e não envolve muitas vezes pagamentos de quantias em dinheiro mas ‘favores’. “Há prémios de gestores do ano atribuídos em troca de publicidade e patrocínio às entidades que os promovem”, esclareceu a mesma fonte, acrescentando um episódio de ficar boquiaberto.
“Há uns anos houve um empresário de uma determinada área que foi eleito empresário do ano. O processo de seleção foi em Outubro e Novembro, e em Dezembro foi entregue [o galardão]. Antes disso, o gestor foi despedido por incompetência, mas a justificação pública para a saída foi médica”, alegou, razão que explica o leva a não ligar aos prémios atribuídos.
A mesma opinião é partilhada pelo empresário Henrique Neto. "Muitos prémios deste género são comprados. É tudo muito laudatório quando se falava de gestores como Mexia, Bava ou Granadeiro", diz à Renascença.