Os Comités de Proteção do Povo Curdo, braço armado do ramo sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), expulsaram de Ras el-Ain, no norte, combatentes da Frente al-Nosra, do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e de outros pequenos grupos extremistas.
Os curdos conseguiram igualmente expulsar os extremistas do posto fronteiriço que, durante vários meses, foi o ponto de entrada dos islamistas estrangeiros na Síria.
Segundo o Observatório, que recolhe informações junto de ativistas, combatentes e médicos no terreno, nove combatentes islamistas e dois curdos morreram nos confrontos, que se prolongaram por cerca de 24 horas.
Segundo militantes em Ras el-Ain, os combatentes da Al-Nosra, extremistas islâmicos, pressionavam os habitantes da região desde o início do Ramadão para jejuarem e insultavam as mulheres que não levavam véu.
Os incidentes começaram, segundo o Observatório, quando combatentes da Al-Nosra atacaram uma patrulha de curdos.
As forças da oposição que combatem há mais de dois anos o regime de Bashar al-Assad aceitaram, no início do conflito, jihadistas estrangeiros que, mais tarde, proclamaram a sua fidelidade à Al-Qaida e protagonizaram incidentes extremistas que suscitaram divergências e confrontos entre os dois grupos.
Os curdos, que representam cerca de 10% da população síria e vivem na zona norte junto à fronteira com a Turquia, tentaram desde o início manter um distanciamento relativamente ao conflito entre o regime sírio e a oposição, dando prioridade à manutenção do controlo do seu território.