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Portugal-Luxemburgo: Desta vez, nem Alvalade travou a seleção

Exibição positiva e resultado folgado, diante do Luxemburgo, dão maior margem de manobra a Portugal na caminhada rumo ao Euro'2020.

Portugal-Luxemburgo: Desta vez, nem Alvalade travou a seleção

O estádio José Alvalade não é propriamente conhecido por dar sorte à seleção nacional. Bem pelo contrário; antes de receber o Luxemburgo, nesta sexta-feira, o registo luso não impressionava - quatro vitórias, dois empates e duas derrotas em oito jogos. Portugal já não vencia na casa do Sporting desde 2007, quando derrotou a Bélgica (4-0) na qualificação para o o Europeu de 2008. Não foi isso, contudo, que impediu a Equipa das Quinas de bater a seleção luxemburguesa na última noite, por esclarecedores 3-0.

Numa partida em que os pupilos de Fernando Santos entraram em jogo com a corda toda, circulando a bola com bastante intensidade no meio-campo adversário, Portugal não tardou em inaugurar o marcador: decorria o minuto 16 do encontro quando Bernardo Silva apontou o primeiro, na sequência de uma excelente arrancada de Nélson Semedo pela direita.

O lateral do Barcelona ganhou a linha de fundo, depois de ter recebido um passe preciso de Bruno Fernandes, e cruzou para a área do Luxemburgo. Depois de sofrer um ressalto, a bola sobrou para Bernardo, que bateu o guarda-redes Moris pela primeira vez em Alvalade.

Depois do golo, o ritmo da partida baixou consideravelmente. O conjunto luxemburguês reagiu, ainda que timidamente, e conseguiu mesmo criar duas oportunidades de perigo junto da baliza de Rui Patrício. Em ambas as ocasiões, os remates de Vincent Thill revelaram-se insuficientes para restabelecer a igualdade na partida: o primeiro saiu ao lado e o segundo foi travado pelo guarda-redes português.

Com um golo de vantagem no marcador, Portugal deixou-se adormecer e, até ao final do primeiro tempo, foi incapaz de criar ocasiões dignas de destaque junto à baliza contrária; Ronaldo e Bruno Fernandes ainda tentaram a sorte, ambos de fora da área - de livre direto, no caso do capitão -, mas faltou-lhes pontaria para conseguirem materializar as oportunidades em golo.

O intervalo, contudo, fez bem à seleção portuguesa. À semelhança do que já havia ocorrido no primeiro tempo, o conjunto orientado por Fernando Santos mostrou-se mais forte e dinâmico no reatamento. Cristiano Ronaldo, visivelmente 'faminto' de golos, começou a aparecer mais no jogo e a criar mais oportunidades. Numa delas, tentou marcar de bicicleta, mas o remate acrobático do camisola 7 saiu demasiado fraco, e Moris agarrou a bola sem grandes dificuldades.

Bruno Fernandes foi outro dos nomes em destaque no segundo tempo. Depois de uma primeira parte algo 'cinzenta', o médio do Sporting surgiu com outra disponibilidade nos segundos 45 minutos e colocou o guarda-redes luxemburguês à prova em duas ocasiões distintas. Moris, porém, esteve à altura dos acontecimentos e defendeu ambos os disparos do jogador luso.

Mas o segundo golo da Equipa das Quinas surgiu com bastante naturalidade: Portugal aumentou o fluxo de oportunidades criadas e acabou por colher os frutos. E logo com um golaço de Cristiano Ronaldo.

A defesa do Luxemburgo 'inventou' em zona proibida e, atento, CR7 não perdeu a oportunidade de recuperar a posse da bola. Assim que viu Moris adiantar-se, o capitão da seleção nacional sacou de um fantástico chapéu para, com muita classe, ampliar a vantagem lusa no marcador; estava feito o 2-0, à passagem do minuto 65 do encontro.

Até final, tempo ainda para o terceiro golo da seleção. Aos 89', Portugal beneficiou de um pontapé de canto na direita, aproveitando para colocar a bola na grande área luxemburguesa. Depois de um ressalto, o esférico sobrou para Gonçalo Guedes, que disparou para o fundo das redes de Moris pela última vez na noite de sexta-feira.

Como resultado deste triunfo - o quinto consecutivo para a seleção de Fernando Santos em jogos oficiais -, Portugal passou a somar 11 pontos na segunda posição do grupo B de qualificação para o Euro'2020. A Equipa das Quinas continua, no entanto, a cinco pontos da líder Ucrânia, que venceu a Lituânia por 2-0 e tem mais um jogo disputado nesta fase de apuramento.

Figura do jogo: Bernardo Silva. Marcou o golo que 'desbloqueou' o resultado, mas não se ficou por aí -  jogou e fez jogar como nenhum outro nesta seleção. Voltou a deixar a sensação de que, sem ele, Portugal seria uma seleção muito menos acutilante e incisiva. Não realizou um jogo de 'nota 10', mas foi, por larga distância, o melhor em campo na noite desta sexta-feira.

Desilusão: Raphael Guerreiro. Numa partida em que Portugal dominou por completo, o lateral do Borussia Dortmund foi dos poucos jogadores que não registou um único momento digno de destaque em termos ofensivos. Foi pouco influente e passou completamente ao lado do jogo.

Surpresa: Nélson Semedo. Se o lado esquerdo de Portugal foi praticamente inexistente no ataque, o mesmo não pode ser dito do lado direito. O jogador do Barcelona revelou-se como um dos mais ativos da seleção, foi inclusive peça-chave no lance do primeiro golo - cruzou para a área antes de Bernardo Silva marcar - e contabilizou várias investidas pela ala. Mostrou-se a Fernando Santos e fez por merecer uma nova chamada à seleção.

Treinadores

Fernando Santos: Depois de um início de qualificação atribulado, Portugal está, agora, no bom caminho. Venceu os últimos três jogos de apuramento para o campeonato da Europa e está muito perto de carimbar o 'passaporte' para a fase final da competição da UEFA. Em certos momentos, fica a sensação de que esta seleção poderia dar mais. Mas, no final do dia, ganhar é o mais importante. E Fernando Santos sabe ganhar.

Luc Holtz: Dada a diferença abismal de qualidade entre as duas seleções, é complicado apontar o dedo ao selecionador do Luxemburgo por esta derrota. Portugal entrou muito forte, tanto na primeira parte, como na segunda, e a sua equipa parecia ser demasiado frágil para aguentar com o campeão da Europa. Ainda assim, os luxemburgueses deixaram bons apontamentos em Alvalade, pelo que há que dar mérito ao trabalho desenvolvido por Holtz.

Árbitro: Discreto em praticamente todos os momentos do jogo, Daniel Stefanski acabou por falhar redondamente à passagem do minuto 75, quando não assinalou uma grande penalidade a favor de Portugal. Ronaldo sofreu uma falta clara na grande área adversária, mas o juiz mandou seguir. Não cometeu mais erros dignos de registo ao longo da partida.

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