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Empresas portuguesas estão mais cientes da importância da cibersegurança

O coordenador do departamento de operações do Centro Nacional de Cibersegurança, Rogério Raposo, disse à agência Lusa que as empresas portuguesas "estão cada vez mais cientes" da importância da cibersegurança.

Empresas portuguesas estão mais cientes da importância da cibersegurança

Questionado sobre como Portugal está em termos de cibersegurança, o responsável afirmou: "Estamos a melhorar de dia para dia".

Rogério Raposo foi um dos oradores da 5.ª edição do congresso GS1 Portugal, que este ano teve como mote "(Des) Codificar o futuro", sobre capacitação nacional em cibersegurança.

"Estamos a fazer um caminho bom, estruturado, em que as empresas, organizações, por norma, colaboram, o que é importante", salientou o responsável, em declarações à Lusa.

"E O centro posiciona-se precisamente nessa área de charneira, procurando fazer crescer a cibersegurança nas empresas, em geral, e procurando criar estas pontes e estes contactos para que ela cresça como um só", salientou.

As questões relativas à cibersegurança são um tema "na ordem do dia", não só porque a transformação digital é um dado assente, mas porque também tem tido "destaque" nos órgãos de comunicação social "nos últimos anos", salientou.

"Há uma maior preocupação das entidades em estarem atentas a questões de cibersegurança, há uma maior preocupação de todas as empresas", desde as pequenas e médias empresas [PME] até às grandes organizações, sublinhou Rogério Raposo.

Isto porque também há uma "maior visibilidade sobre os ataques" que têm ocorrido no mundo da Internet.

Questionado como é que Portugal compara a nível de cibersegurança com os restantes parceiros europeus, Rogério Raposo disse que o que se faz em Portugal "é feito de forma alinhada com os outros países", recordando que o Centro Nacional de Cibersegurança está representado e faz-se representar na maioria dos fóruns europeus e mundiais sobre o tema.

"Estamos a fazer em conjunto, com passos sólidos e ambiciosos também", acrescentou.

Para prevenir ciberataques, o coordenador destacou que é preciso que os utilizadores reconheçam a tecnologia que usam e a informação que têm e façam "uma avaliação de risco do impacto que pode haver" caso sejam alvo de um ataque e que "adotem comportamentos seguros como fazem no mundo físico".

Por exemplo, "ter cuidado com a informação que disponibilizam na rede", apontou.

Para o coordenador de operações do Centro Nacional de Cibersegurança, "as redes sociais são um excelente instrumento de comunicação", mas, apesar de serem "instrumentos até de reforço da democracia", também têm o efeito contrário, já que podem ser usadas para manipular informação, por exemplo.

"Temos de ter consciência" da possibilidade "do uso malicioso e olhar com reserva" a informação que é disponibilizada nas redes sociais, da mesma forma que se faz no mundo físico, prosseguiu.

Também aqui é preciso "uma análise de risco", mas afastar a ideia de que as redes sociais, "por si só", são algo negativo, considerou. São "uma realidade nova" e aí a "literacia digital" é muito importante, sublinhou.

"Muita literacia digital. O espírito crítico deve ser transportado para o mundo digital", apontou.

Questionado sobre os desafios que as empresas enfrentam nos próximos 12 meses, o coordenador disse que tal passa por perceberem "em que ponto estão" em termos de cibersegurança.

"O desafio passa por percebermos que os benefícios da tecnologia traz riscos associados", mas que a "segurança não deve ser um entrave ao desenvolvimento", salientou.

Outro desafio, que não é apenas nacional, mas também internacional, é a "escassez de recursos humanos" nesta área, para os quais "já estão sendo dados passos" nesse sentido, concluiu.

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