Regantes defendem reforço do armazenamento de água em reunião com Governo
A federação dos regantes defendeu hoje, num memorando entregue à ministra da Agricultura, a necessidade de se aumentar a capacidade de armazenamento de água e de se substituir as fontes de energia convencionais por renováveis nas infraestruturas do regadio.
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Economia Reunião
Estas linhas de ação integram o leque de medidas que a Federação Nacional dos Regantes de Portugal (Fenareg) considera serem prioritárias para a sustentabilidade do regadio no âmbito da Estratégia Nacional para o Regadio em Portugal até 2050.
Ao nível do investimento, as prioridades devem centrar-se na continuação da modernização do regadio de forma a melhorar o funcionamento.
No documento que entregou à ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, a Fenareg aponta também a necessidade de serem adotadas práticas de agricultura de precisão ao nível das tecnologias, a par do reforço da capacidade de armazenamento de água e ligação em rede das várias infraestruturas e reservatórios.
No domínio da energia, para além do aumento da eficiência energética e da promoção da utilização de fontes renováveis, a federação dos regantes assinala a necessidade de os contratos de eletricidade serem ajustados à atividade sazonal da rega, com a possibilidade de serem contratadas duas potências elétricas diferentes ao longo dos 12 meses do ano.
Num comunicado emitido no final da audiência com Maria do Céu Albuquerque, a Fenareg defende que Portugal deve submeter à Comissão Europeia um documento de 'Estratégia Nacional' no âmbito das negociações sobre a reforma da PAC e dos restantes instrumentos financeiros da União Europeia.
"Sendo o regadio um fator determinante para o sucesso da agricultura no nosso país e para o aumento da coesão do nosso território, não é possível estabelecer uma estratégia para a agricultura portuguesa que não incorpore, à partida, o desenvolvimento futuro das infraestruturas de rega e de todas as matérias que são relevantes para mais e melhor regadio no nosso país", refere a federação, no mesmo comunicado.
Em junho de 2019, a Fenareg propôs uma estratégia para a modernização do regadio que engloba, entre outros pontos, a certificação ambiental das áreas regadas, estimando que será necessário investir 1.700 milhões de euros entre 2021 e 2027.
Neste sentido, os regantes propuseram sete eixos de desenvolvimento estratégico das políticas públicas de regadio, como a expansão da área infraestruturada para rega e o aumento da capacidade de armazenamento de água e de regularização interanual, através do "alteamento de algumas barragens e construção de novas nas bacias hidrográficas mais carenciadas".
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