De acordo com o comunicado da EDP, que detém 74,98% da EDP Renováveis, "este contrato representa o primeiro passo do grupo para estabelecer uma presença na Ásia", o que estava previsto no plano de negócios da empresa para 2021-25, apresentado em fevereiro.
"A assinatura e conclusão da transação já ocorreram, aumentando para 22 o número de mercados em que o grupo EDP está presente e para 17 o total de geografias onde a EDP Renováveis já tem operação", adianta a nota à imprensa.
O projeto de energia solar fotovoltaica Trung Son, situado na Província de Khanh Hoa, está em operação desde dezembro de 2020 e tem um contrato de aquisição de energia (CAE) assinado com a Vietnam Electricity (EVN), a uma tarifa de aquisição de 20 anos (FiT).
Citado no comunicado, o presidente executivo da EDP e da EDP Renováveis, Miguel Stilwell d'Andrade, considerou o acordo alcançado para entrar no mercado vietnamita "um grande passo para consolidar a presença na região da Ásia-Pacífico e assim reforçar ainda mais" a posição da empresa "de liderança global".
"O Vietname é um país que oferece grandes oportunidades, é uma das economias de mais rápido crescimento no sudeste asiático e tem, além disso, a necessidade de reduzir progressivamente a sua dependência energética. Graças a este novo marco, o grupo EDP reforça o seu compromisso de ser uma empresa sem carbono até 2025", acrescentou.
Em 25 de fevereiro, na conferência de imprensa, após a apresentação do plano estratégico da energética para 2021-2025, Miguel Stilwell d'Andrade disse que o grupo prevê realizar um investimento de 1.200 milhões de euros, 5% do total previsto de 24.000 milhões até 2025, em novos mercados asiáticos, como, por exemplo, no Vietname, Coreia do Sul ou Japão.
"Vietname, Coreia do Sul, Japão, há uma série de países que estamos a analisar e já temos alguns projetos em vista", afirmou então o presidente executivo da EDP, realçando ser "fundamental" uma escolha rigorosa dos países onde investir.
A EDP prevê realizar 80% do investimento previsto até 2025 na Europa e na América do Norte, em partes iguais, invertendo a primazia que deu aos EUA nos últimos anos, e reduz no Brasil, segundo o plano estratégico.
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