"A aliança de retalhistas europeus Epic Partners está chocada com a situação atual" e "o nosso pensamento está com as pessoas diretamente afetadas por estes atos de guerra e com todos aqueles que se veem forçados a fugir do seu país", refere a Epic Partners, numa posição subscrita por todos os seus membros.
"Por esta razão, e até nova comunicação, a Epic Partners decidiu conjuntamente não levar a cabo mais negociações conjuntas com a empresa russa de retalho Magnit, que integra a Epic Partners", adianta a aliança.
"Os associados Edeka (Alemanha), Migros (Suíça), Jerónimo Martins (Portugal, Polónia e Colômbia), ICA (Suécia, Estónia, Letónia e Lituânia), Magnit (Rússia) e Picnic (Holanda e Bélgica) apoiam esta decisão", acrescenta.
"É importante para todos os membros enfatizar que esta decisão não é uma posição permanente nem unilateral contra a população russa" e, "logo que esta situação de dramático conflito esteja resolvida, a Epic Partners reavaliará esta colaboração", sublinha.
"Estamos convictos dos benefícios resultantes das relações de comércio internacional que trazem paz e prosperidade aos cidadãos", remata a posição conjunta dos membros da aliança de retalhistas.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.
Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,7 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.
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