"A taxa de poupança das famílias atingiu 12,2%, mais 1,1 p.p. que no trimestre anterior", refere o Instituto Nacional de Estatística nas contas nacionais trimestrais por setor institucional relativas ao 4.º trimestre de 2024, hoje divulgadas.
Este é o valor mais alto desde 2021, quando no 1.º trimestre desse ano a taxa de poupança atingiu um máximo histórico de 14,2% do rendimento disponível.
Segundo a autoridade estatística, este desempenho deve-se a um aumento de 3,1% do rendimento disponível bruto (2,2% no trimestre anterior), superior ao crescimento de 1,9% do consumo privado.
A taxa de poupança das famílias mede a parte do rendimento disponível que não é utilizado em consumo final, sendo calculada através do rácio entre a poupança bruta e o rendimento disponível (inclui ajustamento pela variação da participação líquida das Famílias nos fundos de pensões).
Segundo o INE, no ano acabado no 4.º trimestre de 2024, as remunerações e o excedente bruto de exploração contribuíram em 1,5 p.p. e 0,6 p.p., respetivamente, para aquela taxa de variação, com a autoridade estatística a referir ainda o contributo positivo dos impostos para o crescimento do RDB das famílias (0,6 p.p) "refletindo a redução do IRS pago devido à aplicação de novas tabelas de retenção na fonte".
O RDB nominal per capita das famílias atingiu 18,7 mil euros no 4.º trimestre de 2024, o que representou um aumento de 2,9%, relativamente ao trimestre anterior, indica a mesma informação, acrescentando que as remunerações per capita atingiram 13,0 mil euros, mais 1,9% que no trimestre anterior.
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