A Polónia está a enfrentar dificuldades na contratação de pessoas, sobretudo na área da construção civil, devido à enorme saída de polacos do país, o que está a levar o governo polaco a alterar a sua política relativamente à entrada de estrangeiros no país.
Entre os principais destinos dos emigrantes polacos está a Alemanha e o Reino Unido. Entre 2004 e 2012, cerca de 580 mil polacos rumaram ao Reino Unido à procura de melhores condições de vida.
Perante estes números, a Polónia enfrenta dificuldades de contratação de pedreiros, carpinteiros e outras profissões na área da construção civil. De acordo com a Sky News, são necessários cerca de 100 mil funcionários nestas áreas.
Para colmatar as necessidades, as empresas têm contratado, sobretudo, emigrantes provenientes da Ucrânia e do Bangladesh. Estima-se que cerca de um milhão de ucranianos estejam, atualmente, a trabalhar na Polónia.
Mesmo assim, os números são insuficientes e, dizem alguns economistas ouvidos pela cadeia norte-americana, a Polónia necessita de 20 milhões de trabalhadores até 2030, o que é praticamente impossível de atingir tendo em conta a emigração em massa de polacos para o estrangeiro.
A juntar a isto, o atual governo polaco tem uma política muito intransigente relativamente à entrada de refugiados e migrantes no país, tendo sido duramente criticado pelos restantes países da União Europeia, o que não tem sido suficiente para demover Varsóvia a abandonar a sua intransigência.
No entanto, perante este cenário, o executivo poderá não ter outra alternativa senão facilitar a entrada de estrangeiros no país, caso contrário, a economia do país corre o sério risco de estagnar.