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Macron critica "crise política" aberta com chumbo da comissária francesa

O Presidente francês, Emmanuel Macron, lamentou hoje a "crise política" que é preciso "não deixar desenvolver", depois do 'chumbo' do Parlamento Europeu à candidata a comissária indicada por França.

Macron critica "crise política" aberta com chumbo da comissária francesa
Notícias ao Minuto

15:43 - 11/10/19 por Lusa

Mundo França

"Vivemos na Europa um momento extremamente importante e sensível. Há uma nova Comissão e um novo Parlamento Europeu (PE) que estão a estabelecer-se e que enfrentam uma crise política que não devemos deixar instalar-se e desenvolver-se", disse Macron.

"Considero indispensável ter uma Comissão forte, que possa desenvolver projetos ambiciosos", defendeu o presidente francês, que falava à imprensa em Paris após um encontro com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

A ministra dos Assuntos Europeus de França, Amélie de Montchalin, já tinha afirmado hoje que o voto contra a candidata francesa, Sylvie Goulard, representa "uma importante crise institucional para a Europa".

"É preciso resolvê-la com calma, sem impaciência, mas é preciso que [a presidente eleita da Comissão Europeia] Ursula von der Leyen diga o que espera de França", disse a ministra, acrescentando, noutro passo, que Paris "deve dar respostas rápidas" a Von Der Leyen.

O PE rejeitou na quinta-feira a nomeação de Sylvie Goulard como comissária europeia do Mercado Interno, com uma votação inequívoca de 82 votos contra, 29 a favor e uma abstenção.

O parecer negativo dos eurodeputados das comissões parlamentares do Mercado Interno e da Indústria prende-se com a recusa de Sylvie Goulard de apresentar a demissão do cargo de comissária europeia caso seja acusada no processo dos empregos fictícios de assistentes do seu partido, o MoDem, no PE, o mesmo que a levou a demitir-se do Governo francês em junho de 2017, apenas um mês após ter assumido a pasta da Defesa.

É a primeira vez que um candidato designado pela França é rejeitado pelo PE desde que as audições dos candidatos ao executivo comunitário tiveram início, em 1995.

O 'chumbo' de candidata francesa é mais um revés para Ursula Von der Leyen, que já tinha visto a comissão parlamentar de Assuntos Jurídicos vetar a nomeação do húngaro László Trócsányi (Vizinhança e Alargamento) e da romena Rovana Plumb (Transportes), por potenciais conflitos entre os seus interesses financeiros e as suas futuras funções.

O PE deveria votar o colégio de comissários no seu todo a 23 de outubro para que a nova Comissão entrasse em funções a 01 de novembro, datas que podem estar agora em causa.

Em conferência de imprensa hoje em Bruxelas, a porta-voz da Comissão Europeia Mina Andreeva escusou-se a especular sobre um eventual adiamento da entrada em funções do executivo comunitário, mas desdramatizou tal cenário, lembrando os "precedentes".

"Nós estamos prontos para todas as eventualidades, como sempre, é essa a missão da Comissão Europeia. Não vamos entrar em especulações sobre o 'timing' da nova Comissão, mas se houver um adiamento, esta Comissão permanecerá em funções de forma provisória para os assuntos correntes", disse.

A porta-voz da sublinhou que, nesta fase do processo, "cabe aos três países (Hungria, Roménia e França) propor candidatos e ao Parlamento Europeu decidir quando e onde vai organizar as respetivas audições".

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