Julgamento relacionado aos ataques de 2015 em França vai ser retomado
O julgamento de acusados pelos ataques de janeiro de 2015 em França, suspenso duas semanas após os testes positivos a covid-19 de três réus, será retomado na segunda-feira em Paris, informou fonte judicial citada pela agência de notícias AFP.
© Reuters
Mundo Charlie Hebdo
Catorze pessoas estão a ser julgadas desde 02 de setembro pelo suposto apoio logístico aos autores dos ataques contra a revista satírica Charlie Hebdo, uma polícia municipal em Montrouge e ao supermercado Hyper Cacher, em Vincennes, nos subúrbios de Paris.
O retomar da audiência ficou condicionado aos resultados sobre o estado de saúde do arguido principal, Ali Riza Polat, que ainda apresentava sintomas de covid-19 no início da semana.
"Nenhuma contra indicação médica ou de saúde agora se opõe" ao retomar do julgamento, anunciou hoje o presidente do tribunal, Régis de Jorna, numa mensagem aos advogados de defesa e à parte civil.
A leitura da acusação da procuradoria nacional antiterrorismo está marcada para quarta-feira à tarde e quinta-feira, depois seguem-se os pedidos da defesa, até 25 de novembro.
O veredicto, que originalmente deveria ser entregue hoje, agora está previsto para 27 de novembro.
No banco dos réus estão 14 pessoas, incluindo três à revelia, a ser julgadas por um tribunal especializado em casos de terrorismo, pelo seu apoio ao trio 'jihadista' que "semeou" o terror de 07 a 09 de janeiro de 2015 em França.
Apresentado como o "braço direito" de Amédy Coulibaly, natural como ele da cidade de Grande Borne em Grigny, nos subúrbios de Paris, Riza Polat é suspeito de ter ajudado o assassino do Hiper Cacher e os irmãos Saïd e Chérif Kouachi a preparar os ataques.
Este franco-turco de 35 anos é o único réu presente em julgamento por "cumplicidade" em crimes terroristas, puníveis com prisão perpétua.
Os ataques contra o Charlie Hebdo, a polícia e o Hyper Cacher fizeram 17 mortos e geraram uma onda de choque internacional. Durante mais de dois meses de julgamento, cerca de 150 testemunhas e especialistas participaram neste julgamento histórico, sob vigilância policial muito elevada.
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