França. Investigada alegada presença de ministros em festas ilegais
A polícia francesa anunciou hoje que abriu uma investigação à alegada participação de ministros em festas e jantares ilegais realizadas em locais exclusivos de Paris sem respeitar as normas de segurança devido à covid-19.
© Adnan Farzat/NurPhoto via Getty Images
Mundo Covid-19
O Governo francês também já prometeu que não haverá impunidade caso se confirme a presença de ministros em festas e jantares clandestinos, tal como foi noticiado num programa de televisão.
O canal M6 transmitiu uma investigação em que, através de uma câmara escondida, mostra um organizador daqueles jantares e festas a admitir que membros do Executivo francês tinham participado, embora não os tivesse identificado.
Caviar, champagne, menus de grands chefs et retrait du masque obligatoire...Nos journalistes ont pu pénétrer dans ces fêtes clandestines de haut standing qui se tiennent actuellement à Paris.
— M6info (@m6info) April 2, 2021
@frvignolle Armelle Mehani et @CyrielleStadler en exclusivité pour le #19h45 pic.twitter.com/ClXpIWrVwZ
O hashtag #OnVeutLesNoms (#Queremososnomes) tornou-se hoje a tendência na rede social Twitter, com mais de 16 mil mensagens de internautas a perguntar quem são os ministros e a pedir a sua demissão.
"Pedi ao responsável da Polícia de Paris para comprovar a veracidade dos fatos para que, se forem verdadeiros, persiga os organizadores e participantes desses jantares clandestinos", disse o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, no Twitter.
A la suite du reportage de M6, j’ai demandé au Préfet de police de Paris de vérifier l’exactitude des faits rapportés afin, s’ils sont vérifiés, de poursuivre les organisateurs et les participants de ces dîners clandestins.
— Gérald DARMANIN (@GDarmanin) April 4, 2021
A Polícia respondeu com uma outra mensagem em que informava que uma investigação tinha sido aberta.
A ministra delegada da Cidadania, Marlène Schiappa, já afirmou que se for constatado que algum membro do Executivo participou nestas festas ilegais, não existirá qualquer privilégio.
"Se ministros ou deputados infringiram as regras, é necessário que haja multas e que sejam sancionados como qualquer outro cidadão", frisou na rádio Europe 1, acrescentando também no Twitter que a renúncia é dada como certa caso se confirmem as acusações.
As palavras de Marlène Schiappa foram semelhantes às do ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, que, embora afirmasse estar convicto de que os seus colegas de Governo não compareceram naquelas festas, apelou ao organizador para revelar os nomes.
As imagens divulgadas pelo canal M6 mostram como nestes jantares, com menus entre 160 e 490 euros, as restrições sanitárias em vigor não são respeitadas.
"Depois de passar pela porta não há cobiça. Queremos que as pessoas se sintam à vontade. Este é um clube privado. Queremos que as pessoas se sintam em casa", afirmou um dos entrevistados, que enfatiza que a máscara não é obrigatória.
Esta polémica surge numa altura em que a França inicia o terceiro confinamento devido ao aumento do número de casos de covid-19 e às pessoas internadas nos hospitais.
Desde março de 2020 que a covid-19 já provocou 6.493 mortes e cerca de 4,7 milhões de infetados em França.
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