Somália anuncia "acordo de princípio" sobre eleições

O chefe da diplomacia da Somália anunciou hoje numa reunião com o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que foi alcançado um "acordo de princípio" para realização de "eleições inclusivas, credíveis, livres e justas" no país.

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Lusa
25/05/2021 18:40 ‧ 25/05/2021 por Lusa

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Somália

 

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"Chegámos agora a um acordo que levará a Somália a eleições inclusivas, credíveis, livres e justas", disse Mohamed Abdirizak, numa reunião por videoconferência com o Conselho de Segurança da ONU, na qual vincou, segundo a agência France-Presse, que "as três principais questões que faltavam completar o acordo foram discutidas e acordadas em princípio".

O representante da Somália não avançou, no entanto, uma data para a realização de eleições no país africano, cujos líderes estão desde sábado em negociações sobre as próximas eleições presidenciais e parlamentares.

Em 25 de abril, a capital somali, Mogadíscio, foi palco de confrontos entre apoiantes militares e opositores da prorrogação de dois anos de mandato do Presidente, Mohamed Abdullahi Mohamed, conhecido como Farmajo, uma resolução que acabou por ser rejeitada em 28 de abril, após pressão da oposição e da comunidade internacional.

A prorrogação, votada pela Câmara do Povo -- câmara baixa do parlamento somali -- em 12 de abril e assinada pelo Presidente no dia seguinte, violou o acordo de 17 de setembro de 2020.

Este documento estabelecia um roteiro para eleições que deveriam ter sido realizadas em fevereiro, mas foram adiadas duas vezes desde dezembro de 2020 devido a desacordos políticos.

Por fim, em 01 de maio, Farmajo pediu aos deputados para rejeitarem a lei e aprovarem o acordo de setembro de 2020 para a realização de eleições.

A retirada das tropas da capital surgiu depois de o primeiro-ministro e das forças da oposição se terem reunido na quarta-feira e concordado em fazer regressar os militares às suas bases num espaço de 48 horas.

O acordo apela também à devolução dos veículos e armas confiscados durante os confrontos de 25 de abril, que deixaram pelo menos 13 mortos e 22 feridos e resultaram na deslocação forçada de entre 60.000 a 100.000 pessoas da capital, segundo as Nações Unidas.

A Somália vive num estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um executivo eficaz e nas mãos de milícias e senhores de guerra islâmicos, como o grupo 'jihadistas' Al-Shabab, que controla zonas rurais no centro e sul do país.

 

Leia Também: Três membros de polícia queniana mortos em ataques junto à Somália

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