"Al Shabab atacou a base militar em Wisil pela manhã, resultando em 23 mortos", disse Ali Dahir Gab, comandante do Exército somali, sobre um ataque cujos detalhes surgiram apenas hoje.
Ali Dahir Gab, citado pela agência Efe, referiu que oito das vítimas são membros das forças regionais do estado de Galmudug (centro), onde a cidade está localizada, e 15 são combatentes do grupo terrorista.
O "duro choque" eclodiu em Wisil, a mais de 800 quilómetros da capital somali, Mogadíscio, depois dos terroristas terem detonado um carro armadilhado em frente a uma base militar que até então não tinha sido atacada, afirmou Dahir Gab.
Após a explosão, acrescentou a fonte, os 'jihadistas' "lançaram uma grande ofensiva terrestre".
Segundo o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) no país, "milhares de pessoas" foram deslocados para cidades vizinhas para fugirem aos tiros em Wisil, que deixaram "muitos civis mortos e feridos", embora a fonte militar não o tenha confirmado.
O vice-ministro da Informação da Somália, Abdirahman Yusuf Al-Adala, condenou o ataque e disse que "o Governo, embora encorajando o povo de Wisil, tomou medidas imediatas para prestar assistência às pessoas afetadas pelo ataque e pelos bombardeamentos dos militantes do Al Shabab", de acordo com os meios de comunicação locais.
Mogadíscio e outras partes do país sofrem frequentemente ataques do Al Shabab, uma organização afiliada à Al-Qaida, desde 2012, e que controla as áreas rurais no centro e sul do país, onde pretende estabelecer um estado islâmico de Wahhabi (ultraconservador).
O último ataque teve lugar na capital em 15 de junho, quando um homem fez-se explodir na entrada do campo de treino militar do general Dhagabadan, matando pelo menos 13 soldados.
A Somália vive num estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um governo eficaz e nas mãos de milícias islamitas e senhores da guerra.
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