Finlândia na NATO? Rússia tomará "medidas apropriadas nas fronteiras"
O país nórdico partilha uma fronteira de 1.300 quilómetros com a Rússia.
© Getty Images
Mundo Sergei Lavrov
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, defendeu, esta quarta-feira, que Moscovo irá tomar “medidas apropriadas” na fronteira caso a Finlândia adira à aliança transatlântica NATO.
Em conferência de imprensa, citado pela agência de notícias Reuters, o governante afirmou que os dois países já tinham tido relações amigáveis, mas que isso mudou “rapidamente”.
Sobre a adesão da Finlândia à NATO, Lavrov reiterou a necessidade de tomar “medidas apropriadas nas fronteiras”, mas não especificou que tipo de medidas seriam. Sublinhe-se que o país nórdico partilha uma fronteira de 1.300 quilómetros com a Rússia.
Com o início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022, a Finlândia e a Suécia apresentaram uma proposta conjunta para ingressar na Aliança Atlântica em maio, abandonando décadas de não-alinhamento militar.
Esta adesão requer a aceitação, por unanimidade, dos 30 Estados-membros da NATO, que foi ratificado por todos, incluindo Portugal, com exceção da Turquia e Hungria. Ancara acusa os dois países, com maior veemência a Suécia, de servirem de refúgio a militantes próximos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), bem como por albergarem representantes das Unidades de Proteção do Povo (YPG), ativas na Síria, que a Turquia considera como organizações terroristas.
Atualmente, decorrem negociações entre os três países - Turquia, Suécia e Finlândia - para a entrada na NATO.
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