"Abcesso purulento de geopolítica". Rússia só tem "uma opção: vencer"
Peskov adiantou que os aliados da NATO têm protocolos com a comunicação social, que está a "propagar a desinformação e a interromper o fluxo de notícias do exterior".
© Getty Images
Mundo Ucrânia/Rússia
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reiterou, esta quinta-feira, que a Rússia tem “apenas uma opção” no que toca ao conflito contra a Ucrânia, sendo esta a vitória. Na ótica do responsável, o envolvimento crescente dos países ocidentais na guerra gerou um “abcesso purulento de geopolítica”, tornando a chamada ‘operação militar especial’ numa “questão de vida ou de morte”.
“O que está a acontecer agora é existencial para a Rússia. É uma questão de vida ou de morte. E temos apenas uma opção - que tudo aconteça a nosso favor”, enfatizou, citado pela agência TASS.
Considerando haver um “abcesso purulento de geopolítica”, que tem por base uma “guerra de informação”, o responsável adiantou que os aliados da NATO têm protocolos com a comunicação social, que está a “propagar a desinformação e a interromper o fluxo de notícias do exterior”.
Neste contexto, o papel do regulador russo tornou-se mais importante, de acordo com Peskov.
Ainda assim, e apesar do envolvimento da NATO no conflito, o porta-voz do Kremlin reiterou que a Rússia sairá vitoriosa.
“O grau de envolvimento da NATO no conflito aumentou. Isso gera um atraso no tempo, mas não muda a essência do que está a acontecer. E, mais importante, o resultado positivo para a Rússia”, argumentou, complementando que Moscovo não pode “viver sem vitória, por isso a vitória será certa”.
Peskov recordou ter visitado Lugansk durante o outono, observando que, nos últimos seis meses, "os contornos da guerra global tornaram-se mais distintos".
“Tornou-se mais dura, mais impiedosa”, rematou, numa altura em que um vídeo de um soldado ucraniano decapitado por um membros das Forças Armadas de Moscovo está ‘a correr’ o mundo.
Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A entidade confirmou ainda que já morreram mais de 8.490 civis desde o início da guerra e 14.244 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.
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