Fabricante chinesa de eletrodomésticos constrói terceira nova no Brasil
A chinesa Midea, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, arrancou na quinta-feira com a construção da terceira fábrica da empresa no Brasil, avançou o China Daily.
© JADE GAO/AFP via Getty Images
Economia Midea
De acordo com o jornal oficial chinês, a Midea vai investir 700 milhões de yuan (92,4 milhões de euros) para construir uma fábrica com uma área de mais de 70 mil metros quadrados em Pouso Alegre, no estado de Minas Gerais, no sudeste do Brasil.
A Midea prevê que a fábrica entre em operação em julho de 2024, com capacidade para produzir 1,3 milhões de eletrodomésticos por ano, que serão vendidos no Brasil e em outros mercados da América do Sul.
A empresa chinesa sublinhou que a fábrica de Pouso Alegre vai utilizar tecnologias de manufatura digitais e inovadoras, incluindo na produção de frigoríficos "inteligentes", avançou o China Daily.
A Midea tem atualmente duas fábricas no Brasil: uma que produz equipamento de ar condicionado para habitações e micro-ondas em Manaus (noroeste) e outra que fabrica equipamento industrial de ar condicionado em Canoas (sul).
O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, está a realizar a primeira visita à China depois da sua tomada de posse, ressaltando a reaproximação entre os dois países.
Segundo declarações do secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Eduardo Paes Saboia, estavam a ser negociados muitos acordos bilaterais, sendo que 20 já foram confirmados.
Um dos acordos da área económica que gera expectativa diz respeito à ativação de um fundo de financiamento chinês de 20 mil milhões de dólares (18,6 mil milhões de euros) para investimentos em projetos no Brasil.
Em Xangai, Lula da Silva reuniu-se com os diretores executivos da fabricante chinesa de veículos elétricos BYD e do grupo China Communications Construction Company, o acionista chinês da construtora portuguesa Mota-Engil.
À margem da visita, o governador da Bahia disse à Lusa na quinta-feira, em Xangai, esperar obter da BYD o compromisso para a abertura de uma fábrica no seu estado, situado no nordeste do Brasil.
O objetivo é que a BYD recupere um parque industrial detido pela norte-americana Ford, em Camaçari, disse Jerônimo Rodrigues Sousa, que visitou duas linhas de produção da BYD no passado fim de semana.
A BYD produz já autocarros elétricos e painéis fotovoltaicos em Campinas, no estado de São Paulo, e tem uma fábrica de baterias para veículos elétricos em Manaus, a capital do estado do Amazonas.
A China é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil e uma das principais origens de investimentos em território brasileiro. Em 2022, a corrente de comércio entre os dois países atingiu recorde de 150,5 mil milhões de dólares (139,4 mil milhões de euros).
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