À medida que o tempo passa, continuam a surgir imagens impressionantes da erupção vulcânica que se iniciou na segunda-feira na Islândia, a sul da capital Reiquiavique, mais precisamente a poucos quilómetros a nordeste de Grindavik, depois de uma intensa atividade sísmica em novembro.
As imagens dominadas pela forte cor-de-laranja contrastam também com algumas paisagens de neve, naquela que é conhecida como uma terra de fogo e gelo. Ao mesmo tempo, os mais curiosos aproximam-se para observar o fenómeno da natureza. (Pode ver as imagens na galeria acima)
Nas últimas horas, as preocupações prendem-se com a poluição do vulcão, que começa a atingir Reykjavik, tal como alertou a agência meteorológica do país. Também o cheiro a fumo já começa a ser notado pela população.
De notar que, a 11 de novembro, os habitantes de Grindavik, uma pitoresca vila de 4.000 habitantes, foram retirados por precaução após centenas de terramotos causados pelo movimento de magma sob a crosta terrestre, precursor de uma erupção vulcânica.
Estes islandeses só podem visitar as suas casas em determinados horários do dia.
A península de Reykjanes, a sul da capital Reiquiavique, foi poupada a erupções durante oito séculos, até março de 2021.
Desde então, ocorreram outros dois, em agosto de 2022 e julho de 2023, um sinal, para os vulcanologistas, de retomada da atividade vulcânica na região.
A erupção vulcânica começou pouco depois das 22h30 de segunda-feira.
Trinta e dois sistemas vulcânicos são considerados ativos neste país de fogo e gelo, a região mais vulcânica da Europa.
A erupção mais significativa aconteceu em 2010, quando o vulcão Eyjafjallajokull causou enormes nuvens de cinza que durante dias afetaram o ar e os voos em toda a Europa.
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