Hungria reitera apoio sobre a adesão da Suécia à NATO
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, reafirmou hoje em declarações dirigidas ao secretário-geral da NATO o seu apoio sobre a adesão da Suécia, um dia após a votação turca.
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Mundo Viktor Orban
"Disse-lhe mais uma vez [a Jens Stoltenberg] que o Governo húngaro apoiava a candidatura da Suécia", afirmou Orbán na rede social X, acrescentando que iria "continuar a apelar ao Parlamento (de Budapeste) para que complete a ratificação o mais rapidamente possível".
O secretário-geral da NATO comentou: "Boa conversa telefónica com Viktor Orbán", congratulando-se com o que considerou "apoio claro" do líder húngaro.
"Esperamos que a ratificação seja efetuada assim que o Parlamento Europeu retomar a sessão".
Os deputados devem regressar à sessão em meados de fevereiro. Mas, nesta fase, o assunto não está na ordem do dia.
Na terça-feira, o Parlamento turco ratificou a entrada da Suécia na Aliança Atlântica, culminando vinte meses de negociações.
A Hungria é o único país que não se junta à decisão.
Budapeste, que inicialmente deu apoio, pede a Estocolmo que ponha termo à política de "denegrir" o Governo húngaro, acusado de excessos autoritários.
Viktor Orbán exigiu respeito a Estocolmo e, na terça-feira, convidou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, a visitar a Hungria, referindo-se à necessidade de "construir uma sólida confiança mútua" através de um "diálogo político mais intenso".
O ministro sueco dos Negócios Estrangeiros respondeu com frieza ao convite, dizendo que o país não tem - neste momento - "qualquer razão" para negociar com a Hungria.
"Na cimeira de Madrid do ano passado, a Hungria (...) concedeu à Suécia o estatuto de convidado" com vista à adesão à NATO, sem quaisquer reservas, sublinhou Tobias Billström.
Por outro lado, disse estar pronto para "conversações", assinalando os "muitos pontos em comum" e a "cooperação militar" entre os dois países.
Em maio de 2022, na sequência da invasão russa da Ucrânia, a Suécia anunciou o pedido de adesão à NATO, ao mesmo tempo que a Finlândia, que se tornou o 31º membro da organização em abril.
Na sequência da invasão russa da Ucrânia, os dois países vizinhos romperam com décadas de neutralidade após a Segunda Guerra Mundial e de não-alinhamento militar desde o fim da Guerra Fria.
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