O objetivo do decreto, especificou, era o de informar o público do perigo de um parlamento controlado pela oposição.
Yoon falou ao Tribunal Constitucional, quando este recolhe argumentos para a sua decisão.
A instituição deve divulgar a sua posição em meados de março.
Então se saberá se remove Yoon do cargo ou se lhe devolve os poderes presidenciais.
A Assembleia Nacional, controlada pela oposição liberal, destituiu Yoon, um conservador, depois de este ter decretado em 03 de dezembro a lei marcial, que causou uma tempestade política, abalou o seu mercado financeiro e prejudicou a sua imagem internacional.
Em relação com o seu decreto, foi detido e acusado de rebelião. Se for condenado, incorre em uma pena de morte ou prisão perpétua.
Yoon tem negado qualquer má prática e responsabilizou a principal força da oposição, o Partido Democrático, pela crise política, ao obstruir a sua agenda, destituir muitos dirigentes seniores e cortar partes relevantes do orçamento governamental.
Durante o seu anúncio da lei marcial, Yoon qualificou a assembleia como "um covil de criminosos" e de "forças anti-Estado".
"A razão pela qual declarei a lei marcial foi por causa do desespero que não ignorar com uma crise de resolve-ou-morre que o país enfrenta", disse então.
Depoisd e declarar a lei marcial, Yoon enviou militares e polícias para o parlamento, mas mesmo assim conseguiram entrar deputados em número suficiente para rejeitar unanimemente o decreto, forçando o governo a retirá-lo.
Yoon reiterou hoje que não teve intenção de interromper os trabalhos da Assembleia e que o envio de militares e polícias foi para manter a ordem.
Mas alguns comandantes de unidades militares enviados para a Assembleia testemunharam que tinham ordens de Yoon para retirar os deputados e impedi-los de anular o seu decreto.
Durante a audiência, o deputado do Partido Democrático Jung Chung-rai disse que Yoon deveria ser destituído por atacar a Constituição, ao procurar fechar a Assembleia e suprimir a sua autoridade com força armadas.
Jung disse ainda que a imposição da lei marcial perturbou a ordem pública, porque a Coreia da Sul não estava em situação de emergência que exigisse medida tão drástica.
Manifestações massivas de apoiantes e críticos de Yoon têm partilhado as ruas de Seul e outras cidades sul-coreanas.
Qualquer que venha a ser a decisão do Tribunal, os analistas entendem que deve polarizar o país e agravar a divisão entre conservadores e liberais.
Se Yoon for destituído, uma eleição nacional deve ocorrer no prazo de dois meses para encontrar um sucessor.
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