Um autocarro da Cruz Vermelha levou, esta quarta-feira à noite, dezenas de prisioneiros palestinianos desde a prisão de Ofer, na Cisjordânia, para o posto de controlo de Beitunia, perto de Ramallah, devolvendo-lhes a liberdade.
À espera destas dezenas de prisioneiros, no Palácio Cultural de Ramallah, estão centenas de palestinianos.
Espera-se, segundo os órgãos de comunicação social árabes, que mais prisioneiros sejam libertados, em Jerusalém, e escoltados para as respetivas casas.
O Crescente Vermelho Palestiniano revelou à Al Jazeera que uma das equipas médicas está também à espera de receber Kazem Zawahra, um palestiniano que está nas mãos dos israelitas e em coma há vários meses.
Huge crowds of supporters & families in Ramallah eagerly await the arrival of the released Palestinian hostages in the buses as part of tonight’s deal pic.twitter.com/8w8NimdCW2
— Sarah Wilkinson (@swilkinsonbc) February 26, 2025
O movimento islamita palestiniano Hamas anunciou na terça-feira um acordo para que Israel liberte mais de 600 prisioneiros palestinianos que deveriam ter sido libertados no sábado, o que será feito "em simultâneo" com a entrega de corpos de reféns israelitas.
O Hamas anunciou o acordo num comunicado publicado nos seus canais, precisando que uma delegação do movimento, liderada por Khalil al Hayya, reuniu-se no Cairo com responsáveis egípcios com quem discutiu "a implementação do cessar-fogo, a troca de prisioneiros e as perspetivas para a segunda fase das negociações" com Israel.
No próximo sábado, 1 de março, segundo o texto do acordo de tréguas, a primeira fase estará concluída.
Um alto funcionário do Hamas disse à agência Associated Press (AP) que o grupo militante tinha "cumprido integralmente todas as disposições dos acordos" e que o atraso poderia causar o colapso do cessar-fogo.
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