"A ação de hoje, que se insere na campanha de pressão máxima do Presidente Trump sobre o regime iraniano, visa travar os esforços da entidade iraniana Pishtazan Kavosh Gostar Boshra (PKGB) para reconstituir a sua rede de compras e continuar a obter peças críticas de fornecedores estrangeiros", frisou o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado.
A diplomacia norte-americana garantiu que o Governo Trump vai utilizar "todos os meios disponíveis para expor e travar o crescente desenvolvimento e proliferação de UAV [drones] e mísseis do Irão, que desestabiliza o Médio Oriente e não só".
"Estes programas produzem mísseis e drones que o Irão utiliza contra os nossos aliados e exporta para os seus grupos terroristas e para a Rússia", sublinhou ainda.
Segundo um relatório confidencial citado pelas agências internacionais, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) o Irão aumentou "de forma muito preocupante" as suas reservas de urânio enriquecido a 60%, um limiar próximo dos 90% necessários para fabricar uma arma nuclear.
Em 2015, o Irão e as grandes potências chegaram a um acordo que limitava o âmbito e as capacidades do programa atómico iraniano em troca do levantamento das sanções.
Esse acordo foi enfraquecido, primeiro porque os Estados Unidos o abandonaram no primeiro mandato do Presidente Donald Trump e, depois, porque o Irão decidiu ignorar as suas obrigações.
Já na segunda-feira os Estados Unidos tinham anunciado sanções contra 16 entidades e embarcações pelo seu envolvimento na indústria petrolífera do Irão.
"Esta rede de facilitadores de transporte ilícito ofusca e engana o seu papel no carregamento e transporte de petróleo iraniano para venda a compradores na Ásia. Já embarcou dezenas de milhões de barris de crude no valor de centenas de milhões de dólares", apontou o Departamento de Estado.
O Presidente iraniano Massoud Pezeshkian acusou no início de fevereiro o seu homólogo norte-americano de querer "colocar a República Islâmica de rastos".
"Trump diz 'queremos falar [com o Irão]', e assina num memorando conspirações para pôr a nossa Revolução de rastos", disse Pezeshkian a uma multidão reunida em Teerão.
O chefe de Estado iraniano referia-se a um texto assinado dias antes pelo Presidente norte-americano que prevê novas sanções contra Teerão, sobretudo contra o setor petrolífero.
Esta política já tinha sido aplicada durante o seu primeiro mandato, com o objetivo de impedir que o país persa adquira uma arma nuclear e de forma a limitar as exportações de petróleo.
O Presidente dos Estados Unidos disse estar a assinar o documento porque "o mundo inteiro quer" e garantiu esperar não ter de o usar.
Trump indicou que está disposto a negociar com Teerão e até mesmo a conversar com o Presidente iraniano.
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