Irão admite negociar com Estados Unidos, mas rejeita pressão de Trump

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse esta quinta-feira que não descarta negociar com os Estados Unidos um novo acordo sobre o programa nuclear, mas assegurou que não o fará sob intimidação do Presidente norte-americano, Donald Trump.

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© Iranian Presidency/Anadolu via Getty Images

Lusa
27/02/2025 18:05 ‧ há 3 horas por Lusa

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Irão

"Não dissemos que não negociaremos, mas não cederemos à pressão daqueles que nos intimidam", explicou o Presidente reformista do Irão, num evento em Teerão.

 

Pezeshkian lembrou que, depois de impor sanções, os Estados Unidos estão agora a dizer "vamos conversar", algo que Teerão ainda não está preparado para fazer, já que, sustentou, "primeiro, é preciso que ele [Trump] mostre a sua sinceridade ao procurar o diálogo".

"Depois poderemos iniciar as negociações", defendeu o líder iraniano.

Desde que regressou à Casa Branca, Trump disse que quer negociar um acordo com o Irão, mas retomou a "pressão máxima" sobre Teerão e aprovou novas sanções para impedir as vendas de petróleo iraniano.

Na segunda-feira, Washington impôs sanções contra 22 indivíduos e 13 petroleiros que faziam parte de uma "rede de facilitadores de transporte ilícito" de crude iraniano para venda a compradores na Ásia e, na quarta-feira, impôs medidas contra seis empresas com sede na China que acusa de fornecerem componentes para o programa de fabrico de 'drones' e mísseis do Irão.

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, rejeitou a possibilidade de negociações, dizendo que falar com Washington "não é sensato, nem inteligente, nem honrado".

A principal autoridade religiosa recordou que, em 2018, Trump abandonou unilateralmente o pacto nuclear assinado em 2015, que limitava o programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções.

Desde a saída dos EUA do acordo nuclear, o Irão enriqueceu urânio muito para além do nível permitido e tem agora 274 quilogramas enriquecidos com 60% de pureza, perto do nível 90% necessário para uso militar, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Leia Também: EUA sancionam entidades chinesas ligadas ao programa de mísseis do Irão

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