"Não dissemos que não negociaremos, mas não cederemos à pressão daqueles que nos intimidam", explicou o Presidente reformista do Irão, num evento em Teerão.
Pezeshkian lembrou que, depois de impor sanções, os Estados Unidos estão agora a dizer "vamos conversar", algo que Teerão ainda não está preparado para fazer, já que, sustentou, "primeiro, é preciso que ele [Trump] mostre a sua sinceridade ao procurar o diálogo".
"Depois poderemos iniciar as negociações", defendeu o líder iraniano.
Desde que regressou à Casa Branca, Trump disse que quer negociar um acordo com o Irão, mas retomou a "pressão máxima" sobre Teerão e aprovou novas sanções para impedir as vendas de petróleo iraniano.
Na segunda-feira, Washington impôs sanções contra 22 indivíduos e 13 petroleiros que faziam parte de uma "rede de facilitadores de transporte ilícito" de crude iraniano para venda a compradores na Ásia e, na quarta-feira, impôs medidas contra seis empresas com sede na China que acusa de fornecerem componentes para o programa de fabrico de 'drones' e mísseis do Irão.
O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, rejeitou a possibilidade de negociações, dizendo que falar com Washington "não é sensato, nem inteligente, nem honrado".
A principal autoridade religiosa recordou que, em 2018, Trump abandonou unilateralmente o pacto nuclear assinado em 2015, que limitava o programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções.
Desde a saída dos EUA do acordo nuclear, o Irão enriqueceu urânio muito para além do nível permitido e tem agora 274 quilogramas enriquecidos com 60% de pureza, perto do nível 90% necessário para uso militar, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
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