As Forças de Defesa de Israel (Israel Defence Forces, IDF na sigla em inglês) admitiram que os ataques do 7 de Outubro foram "um fracasso total" por parte da defesa israelita.
Segundo uma investigação do exército israelita, citada pela Sky News, as "IDF falharam na sua missão de proteger as pessoas" e a situação foi "uma das maiores falhas" na história deste exército.
Segundo as conclusões de um relatório, ninguém responsável pela segurança em Israel sabia ou conseguiu prever os ataques levados a cabo pelo Hamas nessa altura, assim como houve o reconhecimento de que as forças que estavam na fronteira eram as mínimas perante a ameaça.
Segundo o que é explicado, Israel estava ficado nas ameaças que vinham do Hezbollah e do Irão, que, segundo o inquérito, saberiam dos planos do Hamas, mas, provavelmente, não tinham conhecimento de quando o ataque do Hamas ia acontecer.
De acordo com o documento, citado pelas publicações internacionais, mais de cinco mil militantes do Hamas entraram em Israel em três momentos diferentes.
A maioria dos raptos que aconteceram nesse dia foram com as primeiras duas de três entradas por parte de militantes do Hamas, entre as 6 horas e as 9 horas. A terceira onda de ataques terá sido levada a cabo por outra organização terrorista, que estaria a tirar vantagem dos ataques, que apanharam comandantes israelitas de surpresa.
As IDF pensam também que o plano do Hamas seria o que de atingir outras zonas, como a cidade israelita de Ashkelon, assim como bases aéreas.
Os serviços israelitas adiantam também que se acredita que o Hamas não queria uma guerra em larga escala, e, por isso, não havendo informações sobre tal - algo que os soldados saberiam e teriam previsto -, houve falhas a nível interno sobre como agir.
Através de várias fontes de informação, incluindo material encontrado em Gaza, sabe-se agora que o líder do Hamas na altura, Yahya Sinwar, concebeu a ideia pela primeira vez em novembro de 2016. O plano de ataque a Israel foi aprovado em julho de 2019.
Durante esses anos, o Hamas 'enganou' Israel, convencendo os líderes de que queria prosperidade económica e não um conflito. O Hamas terá estado perto de lançar os ataques em três ocasiões durante 2022, mas decidiu não o fazer por razões desconhecidas.
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