"Enquanto o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala do 'sofrimento insuportável dos prisioneiros israelitas em Gaza', há atualmente mais de 9.500 prisioneiros palestinianos a definhar nas prisões da ocupação israelita", afirmou Basem Naim, membro do escritório político do Hamas, numa carta aberta a Trump.
"Por esta razão, convidamos o Presidente Trump a mostrar o mesmo respeito pelos prisioneiros políticos palestinianos libertados e a reservar um tempo para se encontrar com estes e ouvir as suas histórias", disse Naim no documento.
Naim recordou que entre os detidos há 365 menores, 21 mulheres e pelo menos 3.405 em "detenção administrativa", fórmula que Israel utiliza para deter indefinidamente, sem acusação ou julgamento, palestinianos na Cisjordânia ocupada que vivem sob lei militar.
Outros 1.800 prisioneiros detidos durante a guerra na Faixa de Gaza estão a ser mantidos ao abrigo da lei dos combatentes ilegais, uma disposição semelhante, segundo a organização não-governamental (ONG) israelita B'Tselem.
Pelo menos 62 prisioneiros morreram sob custódia israelita desde os ataques do Hamas, em 07 de outubro de 2023, e o posterior início da guerra em Gaza, de acordo com grupos que defendem os direitos dos prisioneiros, que denunciaram tortura e condições desumanas de detenção nas prisões israelitas.
As autoridades israelitas estão também a manter os corpos de 665 palestinianos, incluindo pelo menos 59 menores e nove mulheres, sem contar com os corpos de residentes de Gaza mortos durante a ofensiva no enclave palestiniano, sobre a qual não há números oficiais, mas que o Hamas, citando os meios de comunicação israelitas, estima em cerca de 1.500.
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