"Um novo navio quebra-gelo juntou-se hoje à Atomflot", disse Likhachov à agência de notícias TASS à margem do Fórum Internacional do Ártico na cidade portuária russa de Murmansk.
O chefe da Rosatom referiu que o navio "Yakutia" cumpriu todos os testes necessários efetuados no último mês.
Assim, a Rússia passa a dispor de quatro novos navios quebra-gelos movidos a propulsão nuclear, além de outras quatro embarcações do mesmo género que já faziam parte da frota do Báltico.
O mesmo responsável disse que o "Yakutia" vai zarpar de São Petersburgo no princípio de abril com a missão de se juntar aos outros navios no período mais difícil devido ao estado da cobertura de gelo.
O "Yakutia" é o quarto quebra-gelo do chamado "Projeto 2220" e foi fabricado pelo estaleiro Báltico de São Petersburgo, tendo a quilha sido colocada em maio de 2020.
O navio foi lançado ao mar em novembro de 2022.
A Rússia possui a maior frota de quebra-gelos do mundo, com 34 navios a gasóleo e oito de propulsão nuclear.
Além disso, estão atualmente a ser construídos mais dois quebra-gelos nucleares: o "Chukotka" e o "Leninegrado", aos quais se deve juntar o "Estalinegrado".
A frota russa de navios quebra-gelo está a tornar-se cada vez mais importante devido às alterações climáticas, que favorecem o desenvolvimento da rota do Mar do Norte, um percurso alternativo transporte marítimo entre a Europa e a Ásia.
Um navio tem de percorrer 10.600 quilómetros a norte do porto russo de Murmansk até ao porto de Xangai, República Popular da China, enquanto se optar por atravessar o Suez, tem de percorrer 17.700 quilómetros.
A travessia do Suez demora, em média, 35 dias, enquanto a rota naval promovida pela Rússia pelo norte permite poupar entre 10 e 12 dias.
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