O movimento Just Stop Oil anunciou, esta quinta-feira, que vai terminar as ações diretas - como manifestações ou danos em obras de arte. Em comunicado, o grupo lembra as suas motivações iniciais, notando que queriam acabar com novos projetos relacionados com o petróleo ou gás.
Segundo o que referem os ativistas, toda a sua ação ao longo do tempo mostra que o grupo faz parte das "campanhas de resistência civil mais bem sucedidas da história recente."
"Mantivemos mais de 4,4 mil milhões de barris de petróleo no solo e os tribunais consideraram ilegais as novas licenças de petróleo e gás", escrevem ainda, no comunicado citado pela Sky News.
E 'brincando' com situações como o momento em que uma sopa de tomate foi, em forma de protesto, atirada ao quadro 'Girassóis', em Londres, apontam: "É o fim da sopa nos Van Goghs, do amido de milho em Stonehenge e da marcha lenta nas ruas. Mas não é o fim dos julgamentos, da etiquetagem e da vigilância, das multas, da liberdade condicional e dos anos de prisão."
A nota adianta também que à medida que os tempos mudam, assim como existe corrupção nos sistemas políticos, é precisa uma "abordagem diferente". "Estamos a criar uma nova estratégia, para enfrentar esta realidade e assumir as nossas responsabilidades neste momento. Nada menos que uma revolução nos vai proteger das tempestades que se aproximam", avisa a organização.
Entre os danos nas obras de arte, a Just Stop Oil também parou eventos desportivos ou teve membros que se colocaram em obras de arte.
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