Rússia acusa França de militarizar e controlar ilegalmente ilha no Índico

A Rússia acusou hoje a França de proceder à militarização de Mayotte e de controlar ilegalmente o arquipélago do Oceano Índico, que é um departamento ultramarino francês.

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© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Lusa
27/03/2025 16:35 ‧ há 3 dias por Lusa

Mundo

Rússia

"A Rússia opõe-se sistematicamente à militarização injustificada de qualquer território, com consequências perigosas para a paz e a segurança de certas regiões", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa.

 

Zakharova disse que a posição russa se aplica "plenamente à área altamente sensível do Oceano Índico", segundo a agência francesa AFP.

Afirmou também que "as aspirações militaristas da administração do presidente francês, Emmanuel Macron, vão muito além da União Europeia".

A crítica da diplomacia russa coincidiu com a cimeira realizada hoje em Paris sobre a Ucrânia, convocada por Macron, que anunciou no final que os aliados europeus decidiram enviar uma força militar para o país invadido pela Rússia em caso de paz.

Os aliados decidiram também não aliviar as sanções contra a Rússia, ao contrário do que Moscovo exigiu para aceitar uma trégua no Mar Negro em negociações mediadas pelos Estados Unidos.

Mayotte é um departamento francês no Oceano Índico, cuja soberania é reivindicada pelas Comores, um país independente de França desde 1975.

Zakharova referia-se a declarações feitas pelo ministro dos Territórios Ultramarinos francês, Manuel Valls, no Parlamento Europeu, no início de março.

Segundo a porta-voz da diplomacia russa, Valls falou de um "projeto de construção" de uma nova base militar no arquipélago localizado entre Moçambique e Madagáscar.

Valls mencionou no Parlamento Europeu o futuro "apoio à base naval francesa existente" em Mayotte, bem como o "apoio aos navios da Marinha francesa".

No entanto, não mencionou a criação de uma nova base, tal como a sua comitiva disse à AFP na altura.

As Comores, país vizinho, criticaram o projeto.

A porta-voz da diplomacia russa afirmou ainda que segundo o direito internacional, Mayotte "pertence à União das Comores".

Zakharova considerou que a base militar foi utilizada sobretudo para assegurar "o controlo de um território ultramarino detido ilegalmente", considerando-a "um dos últimos vestígios da era colonial".

Quando as Comores declararam a independência, Mayotte optou por continuar a fazer parte de França em dois referendos, em 1974 e 1976, segundo a AFP.

Leia Também: "Vemos uma possibilidade de colaborar com os EUA em projetos no Ártico"

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