Polícia brasileira faz buscas em casas do presidente da Câmara dos Deputados
A Polícia Federal (PF) brasileira cumpriu hoje um mandado de busca e apreensão em casas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em Brasília e no Rio de Janeiro, divulgou a imprensa brasileira.
© Lusa
Mundo Brasília
De acordo com o sítio de notícias G1, estas ações foram batizadas de Catilinárias e fazem parte das investigações da Operação Lava Jato, que já realizou várias detenções de políticos de vários partidos e outras pessoas envolvidas em esquemas de corrupção e branqueamento de capitais.
Pelo menos 12 polícias foram deslocados para a casa de Cunha em Brasília, que fica na Península dos Ministros, onde estão as residências dos ministros de Estado.
A busca na casa de Cunha foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O objetivo da operação é recolher provas nos inquéritos que investigam se o presidente da câmara cometeu os crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais.
Eduardo Cunha já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro, devido à suspeita de ter recebido pelo menos 5 milhões de dólares (4,5 milhões de euros) por contratos de aluguer de navios-sonda pela Petrobras.
O STF ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia.
O presidente da câmara dos deputados também é alvo de inquérito que investiga suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais através de quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar.
A existência das contas é apontada em documentação enviada à Procuradoria-Geral da República pelo Ministério Público suíço.
Desde que surgiram as primeiras suspeitas contra Cunha, o parlamentar sempre negou a participação no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato. Sobre as contas no exterior, o deputado afirma não ser o titular, e sim "usufrutuário" delas.
Nestas ações de hoje da PF, também são alvo de mandados de busca e apreensão o deputado federal Aníbal Gomes e o senador Edison Lobão, também investigados pelo Ministério Público Federal.
Os três políticos pertencem ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), da base aliada da Presidente Dilma Rousseff.
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