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PCP também responsabiliza militantes pelo resultado das eleições

O PCP assumiu em comunicado do último Comité Central que o mau resultado nas eleições legislativas também tem ‘um dedo’ de militantes e ex-militantes do partido.

PCP também responsabiliza militantes pelo resultado das eleições

A reunião do Comité Central, esta terça-feira, teve como propósito analisar os resultados das eleições legislativas em que a CDU registou uma perda de cinco deputados (menos 115,7 mil votos face às eleições de 2015).

Nesse ataque inclui-se “o branqueamento do fascismo e do que ele representou”, "as operações provocatórias que a partir de estruturas e movimentações diversas visam dividir os trabalhadores e descredibilizar a sua luta e as suas organizações representativas de classe”, a “difusão de elementos que têm como alvo a própria democracia e a acção política em geral, independentemente do conteúdo concreto que ela expressa”, e a “inscrição de objectivos que procuram novos passos na subversão da Constituição da República Portuguesa”.

Na conferência de imprensa de terça-feira, Jerónimo de Sousa tinha dito que o resultado da CDU é "inseparável de uma intensa e prolongada operação de que foi alvo, sustentada na mentira, na difamação, na promoção de preconceitos". Mas, na ocasião, não fez qualquer referência a militantes ou ex-militantes.

Apesar de o comunicado não referir os nomes dos “membros e ex-membros”, o Diário de Notícias escreve que a direção do partido entende que o criticismo interno à participação do partido na Geringonça tem expressão pública, por exemplo no blogue anónimo feito por militantes ‘Que fazer?’.

Num dos textos, intitulado 'O Deve e O Haver', lê-se que "não vale a pena fazer mais uma lista das 'conquistas' obtidas pela ação do PCP e do BE (...)" No fundo, escreveram os comunistas no blogue, "não passou de um rol de migalhas para conter a pressão social e enganar o povo. Adiante falaremos daquilo que o PS prometeu e fingiu que fez".

No comunicado resultante da reunião do Comité Central, o partido sublinha que a "não obtenção pelo PS da maioria absoluta" e a "confirmada condenação" do PSD e CDS  "não é por si só condição suficiente para garantir um percurso de novos e mais decisivos avanços e para prevenir o perigo de andar para trás no que se alcançou". 

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