Presidenciais? "Se Paulo Portas avançar, ficarei muito satisfeita"

Assunção Cristas falou ainda acerca da lei dos solos e abordou o assunto das imobiliárias.

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Notícias ao Minuto
27/02/2025 08:38 ‧ há 3 horas por Notícias ao Minuto

Política

Assunção Cristas

A antiga presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, revelou que se Paulo Portas decidir avançar com uma candidatura a Belém ficará "muito satisfeita" e com "o voto decidido".

 

Assunção Cristas esteve na SIC Notícias, na quarta-feira, onde falou sobre vários temas, um deles as eleições Presidenciais que acontecerão em 2026.

"Certamente que se Paulo Portas decidisse avançar, o CDS ficará muito feliz. Eu ficarei muito satisfeita e com o meu voto decidido, bem decidido e convicto", afirmou a ex-ministra da Agricultura. 

Cristas admitiu que, "olhando para o percurso" de Paulo Portas, é "um passo natural".

Sobre se Paulo Portas poderá avançar com uma candidatura, a antiga líder do CDS afirmou que "tem todas as condições para o fazer", embora diga não saber se "é muito provável, mas possível é". 

Questionada ainda se caso o CDS não tenha um candidato próprio, o partido votará em Luís Marques Mendes, Assunção Cristas não adiantou muito, dizendo apenas que não sabe "se estão já todos os candidatos da área política do centro-direita representados", mas que Marques Mendes "é um bom candidato". 

Já sobre se se revê mais em Luís Marques Mendes ou em Henrique Gouveia e Melo, a ex-ministra salientou que "não é um tema" que a ocupe "agora".

"Agora ocupa-me aguardar, esperar, ver ser o Paulo Portas avança. Eu tinha alguma esperança na Leonor Beleza porque achava importante ter uma mulher forte [...] mas gostava de ver uma senhora", disse. 

Caso Paulo Portas não avance com uma candidatura às Presidenciais, Assunção Cristas admitiu ficar "com pena, são decisões muito pessoais".

"Acho que seria um excelente candidato a Belém e que o país ficaria muito bem entregue", frisou. 

Lei dos Solos? "É uma lei importante nesta altura"

A lei dos solos foi também um dos temas discutido durante a entrevista ao canal de televisão. 

Assunção Cristas destacou ser "uma lei importante nesta altura" e que "as leis são adequadas aos tempos que se vive e, hoje em dia, correm a uma velocidade tal que as leis também têm de ser dinâmicas, irem-se ajustando ao tempo". 

"Naquela altura em que tive responsabilidades, a nossa preocupação, e depois Jorge Moreira da Silva que me sucedeu, era olhar para a necessidade de reabilitar cidades", disse Assunção Cristas.

Note-se que no Governo de Passos Coelho, a antiga presidente do CDS tinha a pasta da Lei dos Solos. 

"A grande preocupação era conseguir que as cidades se reabilitassem  e que oferecessem mais soluções de habitação, nomeadamente por via do arrendamento. Portanto, o trabalho foi muito virado para aí".

E acrescentou: "Hoje em dia, as questões são outras. Esta lei tem uma preocupação muito clara que é gerar espaços para construção nova [...] esta alteração faz todo o sentido. Foi uma solução importante nesta altura". 

Questionada sobre se o diploma poderá resolver o problema da habitação, Crista assumiu que "não há uma solução mágica" mas que é "um passo importante e relevante nas construções" para que haja "mais habitação e a preços mais acessíveis". 

Imobiliárias? "Demasiado ruído"

"Acho que há dois planos. Há o plano da legalidade e o plano daquilo com que cada um se sente confortável. Acho que não há nenhuma incompatibilidade e também não acho que haja nenhuma razão para desconforto", notou. 

Assunção Cristas referiu ainda que "há processos de declaração de interesses" e que "qualquer titular de um cargo público, de um cargo e funções políticas tem de preencher".

"Depois, cabe a cada um sentir se isso o limite na sua ação ou não. Declarados os interesses e sendo absolutamente transparente, cada um sabe como é que convive".

A antiga presidente do CDS e ex-ministra afirmou que "se gerou demasiado ruído em torna desta matéria". 

Leia Também: Ligação a imobiliária? "Eu não sabia, porque não tinha de saber"

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