Debate? "Nenhum português ficará descansado com o que ouviu"
Passos Coelho e António Costa travaram ontem o único frente-a-frente televisivo entre os dois candidatos.
© LUSA
Política João Proença
Entre os comentadores, a opinião da maioria é que António Costa saiu vencedor do debate que o opôs ao primeiro-ministro. Mas apesar dos 90 minutos de discussão, há quem acredite que um problema ficou por resolver: o de esclarecer os eleitores para as opções que têm pela frente.
Para João Proença, ex-líder da UGT, “nenhum português ficará descansado com o que ouviu" do debate. E, neste aspeto, nenhum dos dois líderes partidários é poupado: "nem de uma parte nem da outra", pormenorizou o antigo sindicalista numa análise feita na antena da Rádio Renascença.
Uma das críticas de João Proença passa pelo facto de o debate ter sido muito preso ao passado, em particular pelo nome de José Sócrates ter sido tantas vezes chamado ao debate. Por essa razão, o antigo líder da UGT considera que "o fundamental não foi dito”. António Saraiva, da CIP, é da mesma opinião. Para o representante do patronato, foram muitas as questões que poderiam ter sido melhor abordadas: “Como se promove investimento, como se gera crescimento, como se combate a burocracia e a despesa? São questões que ficaram por esclarecer”, salientou.
Em particular, Saraiva crítica o uso de termos mais técnicos "como plafonamento vertical e horizontal", que acabaram por não contribuir "para um total esclarecimento”, adiantou à mesma rádio.
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