"Partidos não procuram o confronto, mas sim a guerra"
“A democracia será possível. Difícil, mas possível”, defende António Barreto.
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Política António Barreto
Motivado pela situação de indefinição política que se vive em Portugal, António Barreto tece fortes críticas à atuação dos políticos e ao estado da democracia no país.
No artigo de opinião que assina no Diário de Notícias, o sociólogo insurge-se contra “os políticos que temos”, de quase todas as forças com presença no Parlamento, “pelo medo, voracidade, parasitismo, amoralidade e oportunismo”. E nem o Presidente da República escapou às farpas.
“Por culpa destes, talvez Portugal nunca tenha estado, em democracia, tão dividido como hoje. Partidos, classes sociais e instituições. Não há pontes nem vias de diálogo, só berraria. Os partidos não procuram o confronto, mas sim a guerra”, lamenta.
Manifestamente desagradado com a forma de fazer política, António Barreto diz ainda ser “constrangedor” assistir a uma sessão parlamentar, onde encontra “dois pesos e duas medidas”: “O que ‘nós’ queremos é sempre bom, verdadeiro e justo, o que ‘eles’ desejam é sempre errado, corrupto e falso”.
De ouvidos postos nas críticas proferidas por uns partidos aos demais, o socialista aproveita ainda para explicar que, mesmo que uns não tenham “condições políticas” e outros “não prestem”, nem o Presidente da República nem o atual ou próximo governo são “ilegítimos”.
E remata dizendo que “desde que se removam os obstáculos e se cultivem os fatores favoráveis (…) a democracia será possível. Difícil, mas possível”.
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