"Explorando tragédia, Direita demitiu-se de debater reforma da floresta"
O PS criticou a postura dos partidos de Direita no debate quinzenal da passada quarta-feira, acusando PSD e CDS de não estarem “à altura do momento que o país atravessa”.
© Global Imagens
Política Barbosa Ribeiro
O debate quinzenal da passada quarta-feira ficou marcado pelas fortes críticas da Direita ao primeiro-ministro. A líder do CDS, Assunção Cristas, foi bastante dura relativamente à tragédia dos incêndios, acusando António Costa de ter perdido a confiança dos portugueses. Já o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, desafiou o Executivo a apresentar uma moção de confiança.
António Costa demarcou-se das críticas da oposição e no terceiro dia de luto nacional pediu desculpa aos portugueses pela tragédia dos incêndios que, este ano, causaram a morte de mais de 100 pessoas.
Depois de um debate que ficou muito mais marcado pela crispação política do que pela homenagem às vítimas, o PS criticou a postura da Direita, que “quis manter o debate quinzenal na Assembleia da República ao invés de uma cerimónia simbólica adequada ao luto nacional”.
Tiago Barbosa Ribeiro foi bastante crítico relativamente a Assunção Cristas e a Hugo Soares, que, em seu entender, não estiveram “à altura do momento que o país atravessa”. A primeira por anunciar uma moção de censura “no primeiro dia de luto nacional”, o segundo por desafiar o Governo a apresentar uma moção de confiança.
O deputado socialista foi particularmente crítico em relação ao CDS, acusando o partido de ser responsável pelas “piores políticas em matéria de proteção florestal”. “No primeiro dia de luto nacional, o CDS, partido a quem as sondagens atribuem 6% e que foi responsável por algumas das piores políticas em matéria de proteção florestal, anunciou uma moção de censura”.
Na mesma publicação na rede social Facebook, Tiago Barbosa Ribeiro escreveu que a Direita demitiu-se do “debate sobre a reforma da floresta quando esteve em trânsito legislativo” e que, nesse sentido, “não se mostra à altura das soluções que o país necessita”.
“Explorando esta tragédia e os sentimentos de compreensível fúria incontida que suscita, a Direita, que se demitiu do debate sobre a reforma da floresta quando esteve em trânsito legislativo e ignora o que já sabemos do relatório de Pedrógão e o tempo que se impõe para as mudanças necessárias, teve hoje um comportamento inaceitável e que não esteve à altura do momento que o país atravessa”, escreveu.
Por fim, o deputado socialista deixou um agradecimento a António Costa pela “dignidade republicana com que participou” no debate quinzenal.
Recorde-se que o dia de ontem ficou marcado pelo pedido de demissão apresentado por Constança Urbano de Sousa e aceite por António Costa. Eduardo Cabrita é o novo ministro da Administração Interna. Toma posse no próximo sábado.
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