"Neste momento estamos em negociações com outras entidades. Uma dessas entidades é para permitir que, por exemplo, o cartão das farmácias também esteja disponível", afirmou a ministra na audição regimental na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
Margarida Bolseiro Lopes assinalou que a inclusão de cartões privados no serviço, que estava prevista para o primeiro trimestre deste ano, foi implementada ainda em novembro, quando passou a estar disponível informação sobre o seguro automóvel.
"É um processo gradual. A mudança que me parece mais significativa foi encarar a carteira digital como uma carteira que, em primeiro lugar, deve servir as pessoas, os cidadãos e não deve haver agora amarras ideológicas se aquele cartão é emitido por uma entidade pública ou uma entidade privada", assinalou, acrescentando que o objetivo "tem de ser simplificar a vida das pessoas".
Em resposta ao deputado da Iniciativa Liberal (IL) André Abrantes Amaral, Margarida Balseiro Lopes registou que em março deverá ser feita uma atualização na aplicação móvel e que o objetivo do executivo é "ir melhorando e acrescentando novas funcionalidades".
A ferramenta, que antes tinha o nome id.gov, permite aceder de forma digital a cartões como o Cartão de Cidadão, a Carta de Condução, o seguro automóvel ou o Certificado de Matrícula, tendo a mesma validade legal que o formato físico.
A ministra acrescentou que um das futuras funcionalidades da aplicação passará por alertar para a aproximação do fim da validade do Cartão de Cidadão.
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