Na sequência da apresentação dos resultados referentes ao último trimestre do seu ano fiscal, o presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, destacou a procura pelo 'chip' Blackwell, de última geração, e falou positivamente da DeepSeek, apesar de o seu aparecimento ter sido visto como uma ameaça à liderança da empresa norte-americana e ter provocado uma forte queda nas suas ações, no final de janeiro.
"O OpenAI o3 ou o DeepSeek R1 são modelos de raciocínio que aplicam a inferência. Os modelos de raciocínio podem consumir 100 vezes mais computação. E os do futuro, ainda mais", disse Huang.
"O DeepSeek R1 provocou um entusiasmo global. É uma excelente inovação mas, melhor ainda, colocou um modelo de IA de raciocínio de classe mundial em código aberto. Quase todos os criadores de IA estão a aplicar o R1" ou técnicas semelhantes "para escalar os resultados dos seus modelos", acrescentou.
Questionada sobre as suas previsões de negócios, face à possibilidade de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor mais taxas alfandegárias sobre bens dos seus parceiros, a diretora financeira da empresa, Colette Kress, admitiu existir um ambiente de "incerteza".
"Relativamente às taxas, é uma incógnita. É uma incógnita até percebermos melhor qual é o plano do Governo dos EUA ou o seu calendário. Estamos à espera", afirmou.
De acordo com Huang, a Nvidia, que planeia aumentar a produção do 'chip' Blackwell no próximo trimestre devido à "procura extraordinária", está "no centro de todo este desenvolvimento", referindo-se à nova vaga de IA denominada "agentic", que envolve um pensamento mais autónomo.
A Nvidia divulgou o encerramento do ano fiscal (não acompanha o ano civil), com um lucro líquido acumulado de 72,88 mil milhões de dólares (cerca de 70 mil milhões de euros) nos últimos doze meses, mais 146% em termos homólogos, e lucros de 22,091 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) no último trimestre, um acréscimo de 79,8%.