A organização alertou, em comunicado, que as crianças e os jovens estão cada vez mais expostos a riscos, citando o mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
O documento, sublinhou a organização, "alerta para a crescente ameaça do aliciamento 'online', disseminação de conteúdos impróprios e envolvimento em criminalidade sexual".
Citada no comunicado, a diretora de programas da organização, Joana Lobo, afirmou que crescer e educar com redes sociais é "altamente complexo" e exige uma constante aprendizagem.
"O mais recente Relatório Anual de Segurança Interna revela que crianças e jovens portugueses estão a ser expostos a riscos cada vez maiores no mundo digital, incluindo aliciamento por grupos extremistas, disseminação de conteúdos impróprios, pornografia feita por menores e envolvimento em criminalidade sexual", sustentou.
De acordo com Joana Lobo, o relatório revela que redes de radicalização estão a utilizar inteligência artificial para criar e distribuir conteúdos direcionados a menores em diversas plataformas, representando uma ameaça crescente à segurança das crianças e jovens.
A responsável das Aldeias de Crianças SOS defendeu ser fundamental o desenvolvimento de relações seguras, de partilha e de confiança com os jovens.
"É um exercício particularmente desafiante, considerando que é necessário encontrar um equilíbrio entre a necessidade de proteger e o respeito pelo direito à privacidade", acrescentou, reconhecendo que este é "um limite muitas vezes ténue e difícil de traçar."
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