Novak Djokovic corre sérios riscos de vir a ser suspenso, depois de ter recusado levar a cabo uma análise antidoping, cerca de uma hora e meia antes do encontro dos quartos-de-final da Taça Davis, diante do britânico Cameron Norrie.
O alerta foi lançado, este domingo, por Marion Bartoli, antiga tenista que conquistou o torneio de Wimbleson, em 2013, e que, em declarações prestadas à estação televisiva francesa RMC Sport, explicou os procedimentos habituais neste tipo de casos.
"Quando sabes que tens um controlo antidoping, tens alguém que te segue o dia todo, na preparação para o jogo e durante o jogo. Assim que deixas a quadra, ele segue-te para o balneário, onde tomas banho. Se não podes ir diretamente à casa de banho, ele segue-te para a conferência de imprensa até que faças o teste", afirmou.
"Há produtos dopantes que só são detetados num período extremamente limitado. Se não fazes o controlo antes do início da competição, o tempo de jogo permite-te eliminar vestígios. Foi por isso que se introduziu os controlos antes das competições. É surreal que tenha sido avisado. Deixa de ser um controlo inesperado", prosseguiu.
"Temos o direito de testar antes e depois da competição. Ele recusou ser testado antes da competição. Se a Agência Antidopagem fizer o seu trabalho. o senhor Djokovic tem de ser suspenso. Ele recusou um controlo antes da competição, e fez um depois. No ciclismo, és sujeito a testes, e, se recusares, é positivo. Se é positivo, és sancionado", completou.
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