Novas medidas? "Qualquer decisão a tomar deve ser devidamente ponderada"
AHRESP considera que o quadro atual não é comparável com o que se verificava há um ano e, por isso, pede que qualquer decisão sobre novas medidas seja "devidamente ponderada".
© Nuno Martinho | AHRESP
Economia alojamento e restauração
A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considera que qualquer decisão sobre novas medidas deve ser "devidamente ponderada" e que a "confiança não pode ser abalada". Isto, numa altura em que o número de novos casos da Covid-19 continua a aumentar e o Governo poderá adotar novas medidas.
"A propósito da reunião do Infarmed, a AHRESP considera que qualquer decisão que o Governo venha a tomar deve ter como base uma análise realista e ter em conta as consequências para as atividades económicas. Perante a elevada taxa de vacinação completa em Portugal, a AHRESP considera que o quadro atual não é comparável com o que se verificava há um ano. Assim, e perante as enormes dificuldades que as nossas atividades económicas atravessaram ao longo dos últimos 20 meses, qualquer decisão a tomar deve ser devidamente ponderada", diz a AHRESP no seu mais recente Boletim Diário.
O primeiro-ministro recebe na terça e quarta-feira os partidos com representação parlamentar sobre a situação epidemiológica em Portugal, antes de o Governo aprovar medidas contra a Covid-19, o que poderá acontecer no Conselho de Ministros de quinta-feira.
Este calendário, que ainda não foi oficialmente comunicado pelo Executivo, ficou praticamente fechado após a reunião de sexta-feira entre especialistas e responsáveis políticos, no Infarmed, em Lisboa, num momento em que o país regista um crescimento das taxas de incidência e de transmissão (Rt) da Covid-19.
No final da reunião do Infarmed, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa - ladeado pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e pelo primeiro-ministro, António Costa - afirmou que continua a haver "conjugação total dos órgãos de poder político" na resposta à Covid-19, mas escusou-se a falar de medidas, remetendo essa decisão para o Governo, após consulta aos partidos.
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