Tropas russas começaram batalha pelo Donbass, confirma Zelensky
“Independentemente de quantos soldados lá estiverem, nós vamos lutar, vamos defender-nos. Vamos fazer isto todos os dias”, garante o presidente da Ucrânia.
© Getty Images
Mundo Guerra na Ucrânia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou, esta segunda-feira, que a Rússia lançou uma nova ofensiva militar na região separatista do Donbass, no leste da Ucrânia.
“Podemos agora confirmar que as tropas russas começaram a batalha pelo Donbass, que estavam a preparar há muito tempo. Uma grande parte do exército russo está agora dedicada a esta ofensiva”, afirmou Zelenksy num vídeo publicado na plataforma Telegram. “Independentemente de quantos soldados lá estiverem, nós vamos lutar, vamos defender-nos. Vamos fazer isto todos os dias”, frisou.
Now President Zelensky, in a new public address, says Russia has begun the battle for the Donbas and concentrated a large part of its army there for an all-out offensive in eastern Ukraine. pic.twitter.com/Itp6VX1ROJ
— Christopher Miller (@ChristopherJM) April 18, 2022
Momentos antes, também o governador ucraniano da região de Lugansk, Serguiï Gaïdaï, anunciou o início da ofensiva das tropas russas contra o leste da Ucrânia.
"É um inferno. A ofensiva começou, aquela sobre a qual estamos a falar há semanas", salientou na rede social Facebook.
O governador ucraniano de Lugansk assinalou combates incessantes em Roubizhne e Popasna e "em outras cidades pacíficas".
Sublinhe-se que as forças armadas ucranianos afirmaram hoje que a prevista nova ofensiva russa no leste do país começou e estaria na "fase ativa", depois da retirada de tropas da região de Kyiv e da remobilização. Já o chefe do gabinete da presidência ucraniana, Andriy Yermak, considerou que “a segunda fase da guerra” havia começado no leste do país.
Também esta segunda-feira, o Pentágono indicou que a Rússia reforçou nos últimos dias os seus contingentes com artilharia, forças terrestres e outro material militar, na perspetiva de uma nova ofensiva na região do Donbass.
Desde o anúncio da retirada das suas tropas da região de Kiev que Moscovo concentrou as suas forças no leste da Ucrânia, que tem sido alvo de bombardeamentos frequentes desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.
Uma ofensiva em grande escala contra o Donbass, por parte dos russos, tem vindo a ser anunciada pelo Exército ucraniano há várias semanas.
Grande parte da região do Donbass é controlada pelos separatistas pró-russos das autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk.
O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou o início da invasão com a realização de uma operação militar na Ucrânia para salvar os russos de Donbass de um "genocídio" orquestrado por "neonazis" ucranianos.
Pelo menos oito civis morreram esta segunda-feira em bombardeamentos russos nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste ucraniano, onde os combates são intensos, de acordo com autoridades ucranianas locais.
"Várias pessoas queriam fugir" de Kreminna, uma pequena cidade na região de Lugansk que caiu na segunda-feira nas mãos dos russos, tinha revelado o governador Serguiï Gaïdaï no Telegram, acrescentando que quatro pessoas morreram num ataque contra um carro.
Na região vizinha de Donetsk, a cerca de vinte quilómetros a leste de Kreminna, quatro outros civis morreram em ataques russos, anunciou o governador regional Pavlo Kyrylenko.
Já no oeste do país, em Lviv, a 80 quilómetros da fronteira com a Polónia, ocorreram cinco ataque com mísseis que resultaram em sete mortos, segundo as autoridades ucranianas.
Especialmente dramática é a situação em Mariupol, a cidade portuária estratégica no mar Negro, que sofre diariamente com os bombardeamentos russos desde o início da invasão, em 24 de fevereiro.
As autoridades ucranianas informaram esta segunda-feira, pelo segundo dia consecutivo, que não é possível abrir corredores humanitários para proceder à evacuação de civis porque, segundo Kiev, não há garantias de segurança por parte da Rússia.
Ao 54.º dia da invasão russa da Ucrânia estima-se que pelo menos 2.072 civis tenham sido mortos e 2.818 feridos, segundo dados confirmados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta que o número real pode ser muito maior.
[Notícia atualizada às 22h52]
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