Envio de caças? Decisão exige "consideração estratégica de toda" a NATO

Primeiro-ministro polaco disse, no entanto, que tal decisão exigiria sempre a "consideração estratégica de toda" a aliança militar da NATO.

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Notícias ao Minuto
02/02/2023 16:50 ‧ 02/02/2023 por Notícias ao Minuto

Mundo

Guerra na Ucrânia

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, confirmou, esta quinta-feira, que o país está "aberto" ao fornecimento de caças F-16 à Ucrânia, caso a decisão fosse tomada conjuntamente com os aliados da NATO. Porém, destacou, em causa está uma decisão que exigiria a "consideração estratégica de toda" a aliança militar.

Em entrevista ao jornal alemão Bild, Mateusz Morawiecki referiu: "Se essa fosse a decisão tomada pela NATO no seu todo, eu seria a favor do envio destes caças de combate".

A este propósito, o governante polaco apontou que tal avaliação teria, sempre, de ter na sua base "o que os países da NATO decidem em conjunto", com a decisão a exigir a "consideração estratégica de toda" a aliança militar.

Na sua ótica, os aliados ocidentais deveriam, efetivamente, coordenar qualquer fornecimento de aviões de combate ao país invadido pela Rússia, pelo facto de esta ser "uma guerra muito séria". E porque, além do mais, a "Polónia não participa nesta guerra, e a NATO também não".

De recordar que, nos últimos dias, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha excluíram o envio de caças para a Ucrânia - com a posição da Polónia a ser, precisamente, a oposta, como mostram as mais recentes declarações do seu chefe do governo.

França, por outro lado, que produz os seus próprios jatos, parece estar mais aberta a essa possibilidade. Isto porque, na segunda-feira, o seu presidente, Emmanuel Macron, garantiu que o fornecimento dos mesmos não era tabu, desde que não fossem usados para atingir território russo.

De facto, os governantes ucranianos têm vindo a pedir, desde que os aliados ocidentais cederam na concessão de tanques pesados a Kyiv, o fornecimento de caças de combate, alegando necessitar deles para combater a invasão.

A guerra na Ucrânia, que teve início a 24 de fevereiro, tirou a vida a, pelo menos, 7.110 civis, com outros 11.547 a terem ficado feridos, de acordo com os mais recentes cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Leia Também: Putin diz que Rússia tem "com que responder" a países que a ameaçam

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