Durante a conversa, que teve lugar na quarta-feira, os líderes reiteraram o seu apoio "às negociações em curso entre as novas autoridades libanesas com vista a nomear um governo forte capaz de reunir a diversidade do povo libanês, assegurar o respeito pelo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah e levar a cabo as reformas necessárias para a prosperidade, estabilidade e soberania do país", afirmou Macron, segundo um comunicado de imprensa do Eliseu.
Os dois líderes sublinharam ainda que a eleição do novo Presidente, Joseph Aoun, e a nomeação do primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, dão início a uma "nova era para o Líbano" e transmitem "um sinal importante à comunidade internacional para que se volte a envolver" no país, avançou o mesmo comunicado.
O general Joseph Aoun foi eleito como novo Presidente do Líbano a 09 de janeiro, pondo fim a um vácuo de poder que durou mais de dois anos, desde o fim do mandato do último chefe de Estado.
Nawaf Salam, diplomata, jurista e académico libanês, foi nomeado primeiro-ministro do Líbano no dia 13, por 78 deputados no parlamento, de um total de 128, e encarregado de formar um novo governo.
Emmanuel Macron e Mohammed bin Salman expressaram ainda o seu "apoio total às Forças Armadas libanesas" na implementação do cessar-fogo com Israel no sul do país e "discutiram as próximas etapas, nomeadamente para apoiar a reconstrução" do país.
Há mais de um ano que o Líbano tem sido palco de uma guerra entre as forças israelitas e o grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do antigo regime da Síria e do Irão, suspensa por um frágil acordo de cessar-fogo de 60 dias assinado no final de novembro.
A França, antiga potência colonial no Líbano, tem mediado ativamente a crise institucional naquele país, para a qual Macron nomeou em junho de 2023 um enviado especial, o veterano Jean Yves Le Drian, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.
Aoun, apoiado pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita, foi eleito na segunda volta, com 99 votos dos 128 deputados. Na primeira ronda, o general conseguiu apenas 71 votos e os restantes foram em branco ou anulados, uma mensagem de força do movimento xiita Hezbollah e aliados.
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