Oito arguidos foram julgados pela divisão judicial especializada na repressão de atos terroristas do tribunal superior de Ouagadougou, que proferiu o seu veredicto na terça-feira na capital do Burkina Faso.
Foram acusados de "atos terroristas", "cumplicidade em homicídio" e "cumplicidade em tentativa de homicídio".
Três deles foram condenados a prisão perpétua, informou o Ministério Público do Tribunal Superior de Ouagadougou, contactado pela agência noticiosa France-Presse (AFP).
Dois outros arguidos, que financiaram as atividades do grupo, e um terceiro que trabalhou como costureiro para membros do grupo, foram condenados a penas entre 10 e 21 anos de prisão, segundo a mesma fonte.
Os dois últimos arguidos foram absolvidos em benefício da dúvida, prosseguiu o Ministério Público.
Em 02 de março de 2018, a capital do Burkina Faso foi alvo, pela terceira vez em dois anos, de um duplo atentado que visou simultaneamente o quartel-general das forças armadas e a embaixada de França.
Oito soldados burquinabés foram mortos no ataque, que foi reivindicado pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos muçulmanos (GSIM, na sigla em francês), ligado à al-Qaida. Além disso, 85 pessoas ficaram feridas e oito atacantes foram mortos.
Desde 2015, o Burkina Faso tem enfrentado numerosos ataques de grupos terroristas armados na maior parte do seu território.
Mais de 26.000 pessoas morreram em consequência da violência e quase dois milhões de burquinabés foram deslocados pelo conflito, segundo a ONG ACLED, que acompanha as vítimas de conflitos em todo o mundo.
O Burkina Faso é governado desde setembro de 2022 por uma junta militar liderada pelo capitão Ibrahim Traoré.
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