Putin fez estes votos durante uma conversa mantida hoje no Kremlin com o Presidente da guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que se encontra em visita de Estado à Rússia.
"Sabemos que este ano vão organizar eleições. Esperamos que seja apoiado para que continue as vossas atividades enquanto Presidente, porque as boas relações entre os nossos dois países devem-se à sua personalidade e desenvolvem-se com o seu apoio", observou o líder russo.
Vladimir Putin afirmou ainda que a Rússia vai continuar a apoiar a formação de quadros civis e militares da Guiné-Bissau e destacou que aumentou a quota de bolsas para o país africano lusófono.
O Presidente russo enalteceu as "boas relações" com a Guiné-Bissau, que disse datam de há 52 anos já, e desejou as boas-vindas a Sissoco Embalo.
"Senhor Presidente bem-vindo, estamos felizes de lhe ter aqui", declarou Putin, numa declaração à imprensa, após uma reunião à porta fechada.
O Presidente guineense agradeceu o apoio que a Rússia sempre deu à Guiné-Bissau desde o período da luta pela independência o que, disse, o país deve "por toda a vida", e o aumento da quota de formação de quadros civis e militares nas instituições russas.
Expressando-se em francês, Umaro Sissoco Embaló sublinhou igualmente que algumas empresas russas já estão a atuar na Guiné-Bissau.
"Entre nós e a Rússia somos parceiros seguros e certos. Estou aqui hoje, senhor Presidente, para reafirmar os nossos laços de amizade", defendeu Embaló que agradeceu também o convite de Putin para efetuar a primeira visita de Estado de um Presidente guineense à Rússia.
Sissoco Embaló agradeceu ainda a Putin pelas relações que a Rússia tem mantido com os países do continente africano que de forma direta ou indireta receberam apoios russo para a sua independência.
Antes de viajar para Rússia, Embaló anunciou que vai marcar as eleições simultâneas (legislativas e presidenciais) para 30 de novembro, embora a oposição ao seu regime reclame os dois escrutínios para maio.
Uma missão da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau para ajudar a classe politica guineense a alcançar consenso sobre o calendário eleitoral.
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