"Abordámos também a questão da migração em pormenor, especialmente tendo em conta os problemas que a migração inversa traz aos dois países (...), com o acordo também de colaborar no tratamento humanitário mais importante", avançou Mulino após uma reunião com Petro, no palácio presidencial do Panamá.
Publicamente nada foi comentado sobre a possibilidade de estabelecer, como tinham previsto, voos de repatriamento para os migrantes venezuelanos, que aterrariam na cidade colombiana de Cúcuta, perto da Venezuela.
Esses voos iriam permitir os regressos por terra dos venezuelanos ao seu país, uma vez que um voo direto não é possível agora porque o Panamá e Caracas suspenderam as relações diplomáticas.
O Panamá e a Colômbia partilham uma fronteira na selva de Darién, um dos principais pontos da crise migratória dos últimos anos, com milhares de pessoas a atravessá-la até ao ano passado na sua viagem para norte em busca de melhores condições de vida.
Mas este fluxo mudou agora de direção para sul, dada a nova política migratória do governo dos EUA liderado por Donald Trump, com o Panamá a voltar a ser uma barreira para os migrantes, que deixam as Caraíbas panamianas em barcos para a Colômbia, evitando assim o Darién na sua viagem de regresso.
De acordo com os últimos dados oficiais, 194 migrantes atravessaram o Darién até março e 408 em fevereiro, uma queda drástica em relação aos 37.166 em fevereiro e 36.841 em março de 2024.
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