O debate parlamentar sobre as dúvidas levantadas pelo caso do alegado financiamento ilegal do Partido Popular prolongou-se durante cinco horas e meia chegou ao fim com o primeiro-ministro, que segundo Bárcenas recebeu verbas não tributadas como dirigente do PP, a dizer que explicou o que sabe sobre a matéria e sobre aquilo que diz acreditar “deve ser feito para melhorar o sistema democrático”.
Os partidos da oposição pediram a demissão do primeiro-ministro, mas Rajoy agradeceu o apoio do grupo parlamentar do PP que foi eleito por uma “imensa maioria” dos espanhóis para levar a cabo uma tarefa com “êxito e até ao fim”.
Para o primeiro-ministro, o debate “contribuiu pouco para melhorar a credibilidade do país” apesar de, afirmou, poder servir como uma “alavanca capaz de gerar confiança e ajudar à recuperação económica”.
“Expliquei aquilo que sei. Falei sobre aquilo que todos devemos fazer para melhorar o sistema democrático, a transparência das instituições e a confiança das instituições junto dos representantes políticos”, afirmou Rajoy.
“Reconheci erros e falei sobre meios para evitar que esses erros se repitam”, disse Rajoy, apelando “à responsabilidade de todos” para que a independência dos juízes seja preservada assim como, afirmou, o respeito pelos princípios “como a presunção de inocência, fortalecimento dos instrumentos de luta contra a corrupção e melhorias da qualidade de vida”.
Ao secretário-geral do PSOE, Alfredo Perez Rubalcaba, recordou que apresentou a declaração de rendimentos dos últimos dez anos e que o líder dos socialistas ainda não fez a mesma coisa.
“Faça-o”, urgiu Rajoy dirigindo-se a Rubalcada no final do debate parlamentar.