O presidente francês, Emmanuel Macron, adiantou ao final da tarde desta sexta-feira que "o ataque terrorista islâmico" desta manhã no sul de França fez três mortos, sem contar com o atacante, e "16 feridos", dos quais dois em "estado grave".
"Um indivíduo matou três pessoas e feriu 16 outras, das quais pelo menos duas estão em estado grave", declarou o Macron numa declaração à imprensa na sequência de um "ponto de situação" no Ministério do Interior em Paris.
Um dos 'gendarmes' tomado como refém pelo autor do ataque [foi o próprio que pediu para substituir um outro refém] "está a lutar contra a morte", destacou Macron.
Os ataques ocorreram em Carcassonne e Trèbes, no sul de França. Um dos mortos tem nacionalidade portuguesa, disse à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.
Os mortos são o passageiro do automóvel que o atacante roubou em Carcassonne, duas pessoas feitas reféns no supermercado Super U de Trèbes e o próprio atacante, morto durante o assalto policial.
Entre os feridos graves figura o tenente-coronel que tomou o lugar de uma refém. Há ainda dois feridos leves, um deles um polícia ferido a tiro numa perna durante o assalto final.
Redouane Lakdim, 26 anos, sequestrou trabalhadores e clientes num supermercado de Trèbes, afirmando agir em nome do grupo extremista Estado Islâmico. Antes, roubou um automóvel em Carcassonne, matando um passageiro e ferindo o motorista português, e, no caminho para Trèbes, disparou seis tiros contra um grupo de quatro polícias, ferindo um deles, sem gravidade, segundo fontes próximas da investigação.