Bombeiros destroem ninhos de vespa asiática a 10 minutos do Porto
Os bombeiros de Lordelo, Paredes, localidade a cerca de 10 minutos do Porto, destruíram nas últimas semanas sete ninhos de vespa asiática, um dos quais com um metro de comprimento, disse hoje à Lusa o comandante.
© Facebook / Filipa Oliveira
País Lordelo
Segundo Pedro Alves, o caso mais complicado aconteceu na localidade de Parteira, a cerca de seis quilómetros do centro de Lordelo.
Os bombeiros foram alertados para a existência de vespas asiáticas e, à chegada, depararam-se com um ninho com mais de um metro de comprimento e 80 centímetros de largura.
"Nesse caso, tivemos de pedir permissão ao proprietário do terreno para derrubar a árvore", contou Pedro Alves.
Contudo, acrescentou, nessa operação "o ninho partiu-se a meio e algumas vespas fugiriam e começaram a fazer ninhos em habitações das redondezas".
No mesmo dia, a corporação destruiu mais três ninhos.
"Conforme somos alertados, procedemos à destruição dos ninhos, mas algumas vespas conseguem fugir e começam a fazer ninho noutros locais", alertou.
De acordo com Pedro Alves, a "situação não está sanada".
"Há vespas que fogem dos ninhos destruídos e já temos relatos de novos ninhos a aparecer", insistiu.
Na região do Tâmega e Sousa, outros concelhos têm sido afetados pela vespa asiática.
Em Amarante e Celorico de Basto, vários ninhos já foram destruídos pela proteção civil.
No concelho do Marco de Canaveses, os bombeiros relataram à Lusa uma situação, na freguesia de Constance.
Também em Paredes, os Bombeiros de Baltar já foram também acionados para destruir um ninho de vespas asiáticas.
Na quarta-feira, em Penafiel, o secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza avançou à Lusa que, em setembro, serão anunciadas ações concretas para monitorizar e controlar a vespa asiática em Portugal.
"Esperamos apresentar as atividades que vão ter lugar no território", explicou Miguel de Castro Neto, acrescentando que o Governo "está a acompanhar a situação", num trabalho que envolve várias secretarias de Estado.
O secretário de secretário de Estado admitiu a necessidade de "dar informação, segurança e proteger pessoas e bens".
Defender a atividade económica associada, que é a apicultura", é outro objetivo do plano, assinalou.
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