"É uma plataforma alimentada por inteligência artificial produzida pela IBM, desenvolvida no ambiente de 'cloud' que disponibilizamos, tem como base uma experiência muito forte de uma solução chamada IBM Environmental Intelligent (EI)", explicou Ricardo Martinho, presidente da IBM Portugal, na apresentação que decorreu na sede da tecnológica, em Lisboa.
Para o responsável da IBM Portugal, trata-se de uma "colaboração inovadora" com a empresa portuguesa que representa para a tecnológica "um grande passo naquilo que é a direção para um futuro mais sustentável".
Filipe Vila Nova, presidente da Quellia, considerou que com esta ferramenta a empresa portuguesa vai "conseguir responder ao mercado com credibilidade".
"Queremos finalmente ter uma plataforma que já está disponível para avançar com projetos concretos e o meu objetivo como investidor desta empresa e plataforma é contribuir" para criar "uma economia ligada à área de sustentabilidade, ligada aos créditos de carbono", salientou, "de Portugal para o mundo".
Trata-se de uma "ferramenta digital para o ecossistema", explicou, por sua vez, o diretor de sustentabilidade, Manuel Pereira, que adiantou que a plataforma estará disponível no mercado "antes de junho 'online'".
Atualmente já têm clientes a trabalhar na plataforma, disse, referindo que "à data de hoje existem muitos modelos de previsão" sobre o mercado de carbono, mas os dados não são comparáveis.
Nesta plataforma, "em qualquer lado mundo vamos estar a usar sempre a mesma equação", explicou Manuel Pereira.
"Somos o único que agrega tudo", desde gestão de projetos, a parte carbono, a previsibilidade de incêndios, entre outros.
Além disso, "em qualquer lado do mundo podemos" analisar a terra de qualquer proprietário de forma padronizada ('standard'), referiu, dando o exemplo que a Quellia está a trabalhar com empresas de pinheiros hos Himalaias.
Entre as funcionalidades da plataforma estão a gestão de terras, o que permite aos donos verem de uma forma "rápida e económica se há caminho" nas suas propriedades, ou seja, que possam estudar a capacidade do ativo em ser convertido em rendimento, há também a contabilização de créditos de carbono, entre outros.
"Vamos usar uma metodologia com base em inteligência artificial", salientou, explicando que a plataforma vai viver de licenças de utilização.
A plataforma é da Quellia, IBM será um canal de promoção junto dos seus clientes.
O responsável espera que até final do ano o negócio acelere.
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